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Presidente da Ferroviária fala sobre perda de mandos de campo

Carlos Salmazo assegura que todas as provas foram reunidas para reverter punição

Carlos Salmazo assegura que todas as provas foram reunidas para reverter punição


Carlos Salmazo diz que diretoria junta provas para amenizar a pena no Paulistão  Foto: FPFApós a comemoração do título da Copa Paulista de 2017, uma notícia passou a ‘tirar o sono’ do torcedor da Ferroviária. Trata-se da punição imposta pela Federação Paulista de Futebol (FPF) com uma multa de R$ 50 mil e a perda de três mandos de campo, pena que deve ser cumprida em partidas do Paulistão 2018. A diretoria afeana tem entrou com um recurso e espera reverter ou pelo menos amenizar a punição que se deu por conta dos fatos ocorridos no jogo de volta da final da Copa Paulista, no último dia 25 de novembro, no Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara. Na ocasião, a Locomotiva venceu a Inter de Limeira nos pênaltis por 7 a 6 após um empate por 2 a 2 no tempo regulamentar, e sagrou-se bicampeã do torneio. Três fatores contribuíram para a pena: os sinalizadores acendidos pela torcida, a invasão de campo após o fim do jogo e as ofensas proferidas contra atletas adversários, membros da arbitragem e integrantes e diretores da Federação Paulista de Futebol.
O presidente da Ferroviária, Carlos Salmazo, analisou a pena imposta e relata que todas as provas foram juntadas para que a punição possa ser revertida, mas evita fazer um prognóstico da decisão que definirá o desfecho do recurso. “Essa situação é muito delicada e muito difícil. Ocorreram coisas que realmente não podem. Temos diversos exemplos aí de clubes que foram penalizados pela mesma situação, embora eu ache que era uma comemoração e não sei quais seriam os antecedentes disso. Mas estamos juntando provas que a Justiça Desportiva exige para que o clube não sofra penalidades. Então a gente confia na Justiça Desportiva, porque fizemos o trabalho que deve ser feito, assim como fizemos também no julgamento. Não sei se posso dizer que estou otimista ou não, mas estou indo pela legalidade. Esperamos juntar condições para que isso seja amenizado”, salientou o presidente.
Salmazo destacou ainda o dano financeiro causado ao orçamento da equipe por conta da multa. Segundo ele, caso o recurso não tenha êxito, haverá outra tentativa de reverter o problema. “São situações que não se encerram ali. Poderemos recorrer a uma instância superior. Mas pensamos realmente em conseguir diminuir isso e chegarmos a uma situação em que a Ferroviária tenha o menor prejuízo possível. O prejuízo já foi dado, porque independente do mando, R$ 50 mil para nós faz muita diferença, pois nós contamos dinheiro para pagar as contas. Estamos fazendo tudo para amenizar as duas questões, que são a perda de mando e a multa pesada que tomamos”, afirmou.
Um fator que pode colaborar com a Ferroviária é o fato de existir provas de que as hostilidades citadas na súmula partiram de um único torcedor. “Essa é a defesa do doutor Dênis. Tem a identificação da ofensa, da hostilização proferida contra a arbitragem, contra o nosso co-irmão Inter e até, veja o absurdo, à diretoria da Federação Paulista de Futebol. Eles sentiram na pele essa hostilização. Mas conseguimos reunir as provas para que o clube não sofra as penalidades”, assegura.
Salmazo evitou falar sobre o caso de a pena não ser revertida. Caso isso ocorra, a Ferroviária teria duas alternativas para cumprir a punição. “Precisaríamos jogar a 70 quilômetros da cidade ou com portões fechados. Vamos estudar as possibilidades e fazer essa análise, mas não consigo responder agora, pois envolve futebol e outras coisas além da parte diretiva”, conclui o presidente.
A data para a análise do recurso ainda não foi agendada, mas deve ocorrer na próxima semana. A estreia da Ferroviária está marcada para o dia 17 de janeiro, contra o Red Bull no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Caso seja confirmada a punição, a Locomotiva faria apenas três jogos em Araraquara no Paulistão, já que a tabela prevê seis partidas como mandante. A equipe grená teria de atuar longe de Araraquara nas partidas contra Ituano (21 de janeiro), Botafogo (28 de janeiro) e Santos (10 de fevereiro). Vale salientar que o Santos é o único dos quatro grandes que a Ferroviária enfrentará como mandante neste Paulistão.

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