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Orselli fala sobre a sensação de conduzir a Tocha



Considerado uma lenda do esporte de Araraquara, o nadador Antonio Carlos Orselli, de 74 anos, é um nome que não poderia faltar na festa do revezamento da Tocha Olímpica, que passou por Araraquara no último dia 18. Foi pensando nisso que, há alguns meses, familiares, amigos e admiradores do atleta se uniram e o indicaram […]

Considerado uma lenda do esporte de Araraquara, o nadador Antonio Carlos Orselli, de 74 anos, é um nome que não poderia faltar na festa do revezamento da Tocha Olímpica, que passou por Araraquara no último dia 18. Foi pensando nisso que, há alguns meses, familiares, amigos e admiradores do atleta se uniram e o indicaram no site de um dos patrocinadores do evento, que realizou uma promoção para definir os condutores do símbolo olímpico na cidade. O resultado não foi diferente: Orselli foi um dos nomes mais votados do Brasil no site e carimbou sua participação na festa.

Chegou o dia e lá estava ele no Ginásio da Pista, que foi escolhido como o ponto de encontro de metade dos condutores (a outra metade se encontrou no Gigantão). Já com a roupa oficial de condutor, o nadador recebeu a Tocha e um grande filme passou pela sua cabeça. Desafios e glórias que seriam coroados naquele momento que ficará para sempre marcado, não apenas para ele como também para a cidade. Antes de adentrar o ônibus que levaria cada condutor ao seu ‘ponto’, Orselli tirou fotos com familiares e amigos que acompanhavam sua emoção.

O que aconteceu a partir daí foi algo indescritível, que superou até mesmo suas melhores expectativas. “A sensação de conduzir a Tocha foi até impressionante. A organização, perfeita, acabou inibindo-me um pouco. Poderia ter dado um abraço e um beijo na condutora que me precedeu. Na hora, esqueci esse detalhe. E outros. Tinha visto, na televisão e no cinema, outros revezamentos da Tocha, mas o que aconteceu, na real, foi além do que pensei”, conta Orselli.

O nadador cumpriu seu percurso de 200 metros na Avenida Francisco Salles Colturato, a 36, onde recebeu muito carinho das pessoas que marcaram presença no local. “A receptividade do pessoal, no meu trecho, foi a melhor possível. Amigos, familiares, vizinhos, integrantes da equipe máster e pessoas que eu não conheço confraternizando-se entre si e comigo. Muita gente querendo tirar foto. Foi demais!”, relembra.

O campeão destacou a organização do evento e a receptividade da cidade. “A festa, em sua quase totalidade organizada pelos patrocinadores, não poderia ter sido melhor. Muita gente nas ruas e na última etapa mostrou que Araraquara não é aquela cidade ‘morna’ que muitos alardeiam”, opina.

O nadador conta que não foi possível acompanhar a totalidade da festa, mas só tem elogios a fazer. “A caravana chegou de Jaú e estávamos no ônibus que nos levou aos pontos de troca. O ônibus ia nos recolhendo tão logo passávamos a chama e, ao final do nosso percurso, na Santa Cruz, já retornou ao Ferrão. Por isso, embora não tenha visto quase nada, achei que tudo foi feito com muito profissionalismo e competência”, salienta.

Com uma carreira marcada por conquistas e recordes, Orselli tenta descrever o que aquele momento significa para ele. “Já passei por vários e marcantes momentos na carreira esportiva. Títulos como treinador, atleta jovem, com cinco ouros em campeonatos mundiais e os seis recordes da FINA deixaram recordações para até o fim da vida. No entanto, votado por tanta gente, de todo o País e cercado do carinho de todos, aqueles poucos metros de trote na 36 ocuparão espaço relevante no que resta da minha memória”, completa.

Para finalizar, o nadador analisa a participação brasileira nos Jogos Olímpicos, que terão início na próxima semana no Rio de Janeiro. “A natação brasileira, depois do que vi na seletivas americana, australiana e japonesa, principalmente, terá que ralar muito para ir a algumas (e poucas) finais. Entre esses finalistas poderão estar João Gomes Júnior e Felipe França nos 100 metros peito, Guilherme Guido, nos 100 costas, Henrique Martins e Thiago Pereira nos 200 medley, Leonardo de Deus nos 200 borboleta e Bruno Fratus nos 50 livre. Os revezamentos masculinos de 4×100 livre e 4×100 medley levam alguma chance de chegarem à final. No lado feminino as oportunidades são muito restritas. Mas não custa torcer”, destaca Orselli.

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