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Orselli conquista sua medalha de número mil

Palavras do campeãoEm depoimento concedido ao jornal O Imparcial, Antonio Carlos Orselli falou sobre a conquista e já destaca seus planos para completar 2 mil medalhas. Confira a seguir:

O ano de 2016 ficará definitivamente marcado na história do consagrado nadador araraquarense Antonio Carlos Orselli, de 74 anos. Depois de conduzir a Tocha Olímpica durante a passagem do símbolo esportivo por Araraquara, o supercampeão comemorou no último final de semana a conquista de sua medalha de número mil.
A façanha foi alcançada na Associação Ferroviária de Botucatu, que recebeu a oitava etapa do Circuito Unami de Natação Máster, onde Orselli comandou mais de 50 nadadores da equipe do Clube Araraquarense. A competição reuniu 35 equipes representadas por 427 atletas.
A equipe araraquarense conquistou os três principais troféus em disputa: campeão masculino, campeão feminino e campeão geral. Para chegar a esse resultado, a equipe faturou 145 medalhas (70 ouros, 60 pratas e 15 bronzes), além de quebrar um recorde da Unami, com Guilherme da Silva (85/89 anos) nos 100 metros livre, 17 recordes de Araraquara, mais sete recordes internos e 26 resultados pessoais. O grupo da Morada do Sol também comprovou sua força ao vencer dez provas de revezamento, além de chegar em segundo em outras nove.
O próximo compromisso da equipe comandada por Orselli está marcado para o dia 5 de novembro, quando disputará a penúltima etapa do Circuito Unami no Clube de Campo de Piracicaba.

Palavras do campeão
Em depoimento concedido ao jornal O Imparcial, Antonio Carlos Orselli falou sobre a conquista e já destaca seus planos para completar 2 mil medalhas. Confira a seguir:

“Como disse o filósofo “Difícil não é fazer 1000 gols como Pelé. Difícil é fazer UM gol como Pelé!”. Não é difícil para um nadador máster razoável conquistar 1000 medalhas. O número de competições é muito grande. Muito mesmo. Se o cara quiser nadar uma competição por quinzena os calendários possibilitam. Nadando o número máximo regulamentar de provas, mais os revezamentos, essa pessoa amealha 1000 medalhas em 10 anos, no máximo. Eu, que venho competindo oficialmente desde os longínquos 1950, mesmo tendo parado por um grande lapso de tempo, cheguei à milésima sem competir tanto e tão exaustivamente.
No entanto, não posso negar que me sinto muito feliz e realizado pela façanha. Nem tanto pelo volume ou qualidade das bichinhas, mas pelo estado físico e mental em que me encontro, participando, ombro a ombro com meus atletas e companheiros, fazendo parte de um grupo de espírito jovem e saudável que não perde tempo comentando doença e a vida alheia.
Enfim, a milésima, e a subsequente 1001ª que já ganhei em Botucatu, são a porta de entrada para a dois milésima (fui aos filólogos para conhecer esta expressão). Tenho na equipe um amigo de Catanduva, Guilherme da Silva, de 88 anos, que sai de sua casa, vem para cá dirigindo e segue conosco para as competições. Chegando, pega seu carro e volta para sua cidade, onde, em sendo sábado, vai dançar. Espero chegar lá com esse vigor e essa disposição.
É muito bom sentir-se apto. E também sentir que você é admirado por fazer bem aquilo a que se propõe. O carinho com que me cercam nos campeonatos, até em mundiais, é coisa que não se paga.”

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