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Ligação com Araraquara

Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei elogia o Gigantão e destaca sua torcida pela Ferroviária

Carlos André de Souza

O técnico da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, José Roberto Guimarães, rasgou elogios a Araraquara em sua visita à cidade na última sexta-feira, quando seu time, o Vôlei Amil, de Campinas, superou a Uniara/AFAV por 3 sets a 0 no Gigantão, em jogo válido pela Superliga.

O treinador revelou que guarda boas lembranças do Gigantão, inclusive do ano em que foi inaugurado, em 1969, e fez sua análise do ginásio após as reformas, que foram concretizadas em junho deste ano. “Foi aqui que eu disputei pela primeira vez os Jogos Abertos e eu lembro que tinha 16 anos na época. Então eu conheço um pouco deste local. Achei que o Gigantão ficou um pouco menor, talvez por conta das cadeiras que foram colocadas, o que diminuiu um pouco o espaço. Mas ficou lindo e precisa ser melhor aproveitado em todos os sentidos, talvez com um jogo amistoso da Seleção Feminina. Eu adoraria vir jogar aqui em Araraquara com um ginásio desse, que possui uma excelente estrutura, piso excepcional e agora com as cadeiras. Estar em Araraquara é estar em casa”, destacou.José Roberto Guimarães conquistou a medalha de ouro nas duas últimas Olimpíadas (Pequim/2008 e Londres/2012) à frente da Seleção Feminina. É considerado um esportista legendário pela Federação Internacional de Voleibol, pelo fato de ser o único treinador do mundo a conquistar o ouro olímpico com seleções de ambos os sexos (também subiu ao degrau mais alto do pódio com a Seleção Masculina em 1992, em Barcelona).

Também vestiu a camisa da Seleção como jogador e disputou as Olimpíadas de 1976 em Montreal.O treinador tem 59 anos de idade e nasceu em Quintana (SP), mas revelou que possui uma forte ligação com Araraquara. A identificação com a cidade surgiu ainda na infância, graças à Ferroviária. “Quando eu era moleque eu vinha nadar muito aqui na Fonte Luminosa. E eu tinha um tio que jogava na Ferroviária, que é o Rodrigues. Ele foi um grande jogador, do tempo do Bazani, e eu tenho grandes recordações desses momentos. Espero que a Ferroviária volte forte. Foi uma excelente escola de futebol, que revelou grandes talentos como o Dudu, o próprio Dorival Júnior, entre outros”, lembrou o treinador.O técnico destacou o fato do time de Araraquara bater de frente com as grandes forças do futebol brasileiro naquela época. “Eu vinha em vários jogos, inclusive já vi a Ferroviária jogar contra o Santos de Pelé. Era uma delicia vir com a família toda. A Ferroviária era um time forte, respeitado no Brasil inteiro. No Campeonato Paulista era um time difícil de ser batido. É um time que possui uma história linda e espero que volte com força total”, completou.

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