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Ex-afeana fala sobre a emoção de participar de sua primeira Olimpíada

Mônica já defendeu a Seleção Brasileira Feminina em grandes competições, mas em Jogos Olímpicos será a primeira vez. Garantida na Rio 2016, a zagueira trata este como o principal momento da sua carreira. Mesmo participando de todo o processo antes da competição, ela revela que a ficha só caiu mesmo quando viu o seu nome […]

Mônica já defendeu a Seleção Brasileira Feminina em grandes competições, mas em Jogos Olímpicos será a primeira vez. Garantida na Rio 2016, a zagueira trata este como o principal momento da sua carreira. Mesmo participando de todo o processo antes da competição, ela revela que a ficha só caiu mesmo quando viu o seu nome na lista do técnico Vadão e pela festa das companheiras de equipe.

“Na hora da lista eu estava dormindo. A gente foi ao hospital fazer uns exames pela manhã, cheguei cansada e apaguei. Acordei com a Beatriz e Andressinha gritando: – A lista saiu. Parabéns! Ela (Andressinha) me fez começar a botar os pés no chão naquele momento e pensei: – Putz, aconteceu Mônica. Olha só! Até então, acho que o coração não tinha batido tão forte como no momento em que elas pularam em cima de mim, comemoraram e ficaram tão felizes”, afirmou a jogadora que foi campeã da Copa do Brasil e do Brasileirão Feminino pela Ferroviária/Fundesport.

A experiência de Mônica na Seleção Brasileira não é pequena. Ela conquistou o ouro com o grupo no PAN do ano passado, inclusive balançando a rede em mais de uma partida da campanha, e tem participações em outras competições importantes pela Canarinho. A Olimpíada, porém, era um objetivo de sua carreira e, agora com a vaga assegurada, a zagueira quer retribuir a confiança da comissão técnica e o apoio que recebeu dos familiares fazendo bonito na Rio 2016.

“Já tive uma oportunidade na principal, em 2006, após o Mundial sub-20, mas acabei sendo cortada. Então, sei como é estar do outro lado. A gente fica chateado por não estar lá e não poder participar. Tive a oportunidade de estar entre as 18 hoje e disputar uma competição de grandeza ainda maior. Sei o quanto essas gurias já lutaram, mereceram muito mais do que conquistaram e hoje sinto a oportunidade de dar esse presente pra elas. Não só para nós, mas para elas e o Brasil todo. De uma geração que possa vir, nossa família, amigos. É uma loucura para nossa família. Não conseguem mensurar a grandeza do campeonato. Minha irmã estava louca no dia da lista. Me ligava, escrevia: – E aí, mana? Como você está? Estou no serviço, já saiu a convocação? Esperando o tempo todo para ver o que ia dar… Só de sentir isso a gente entende o quanto somos importantes e o retorno que precisamos dar. É um presente para todos”, acrescenta.

A primeira Olimpíada já seria inesquecível. Por ser no Brasil, fica ainda mais especial para Mônica. A zagueira espera um apoio incondicional dos torcedores e afirma que isso será fundamental na busca pela medalha de ouro. Ela promete muito empenho e dedicação quando a bola rolar.

“Só penso na energia que tenho certeza que a torcida vai passar para a gente. O quanto eles vão estar com a gente em cada lance, dentro do campo, em cada jogada, tirada de bola, gol que a gente fizer… Sinto essa energia já agora. Penso sempre que tenho que estar bem. Eles (torcedores) vão estar lá esperando o melhor de nós. É uma emoção que acho que só vou conseguir descrever melhor quando estiver no campo. Podem esperar tudo de bom. Dedicação, vontade, força, garra… Tudo o que você imaginar do orgulho de vestir essa camisa eles podem esperar”, finaliza.

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