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Estádio do Botânico recebe jogo histórico

História da ADAFundada em 9 de janeiro de 1952, a ADA é marcada pelas cores eram azul e branco em seu escudo e no uniforme. O clube surgiu da fusão entre Paulista Futebol Clube e São Paulo Futebol Clube, times amadores de Araraquara. Foi onde surgiu o meio-campista Dudu, que jogou no Palmeiras entre os […]

O Estádio Cândido de Barros, no Jardim Botânico, receberá neste domingo, às 14h30, um jogo histórico. A recém-reativada equipe da Associação Desportiva Araraquara (ADA) voltará a jogar na cidade depois de 56 anos. O adversário será a Seleção Paulista de Futebol para Surdos, em partida amistosa que terá entrada gratuita para o público.
O jogo contará com a participação do goleiro araraquarense Luciano Quati, que pertence à Seleção Brasileira de Surdos e atuará cada tempo do jogo por uma equipe. Atualmente, Luciano defende o Brasil na disputa do Pan-Americano, que é realizado no Estádio Bezerrão, do Gama, em Brasília, e vale como uma competição classificatória para a Surdo-Olimpíada de 2017 na Turquia. O time araraquarense contará ainda com o lateral Vítor, outro jogador da Seleção Brasileira de Surdos, e com o meia Alexandre Facincani, ex-jogador de 42 anos que já defendeu os times da Ferroviária, Matonense e Flamengo. Alexandre é sobrinho do consagrado jornalista Ênio Rodrigues.
O presidente da ADA, o gestor Luís Caetano, que é pai do jogador Luciano Quati, convida o público para a partida e destaca a importância social da equipe. “Tenho um projeto em São Paulo que atende mais de 60 surdos. Sei que o preconceito ainda existe e a nossa equipe abriu espaço para dois surdos, que chegaram à Seleção. Aqui não tem preconceito, quem joga bem entra no time.

História da ADA
Fundada em 9 de janeiro de 1952, a ADA é marcada pelas cores eram azul e branco em seu escudo e no uniforme. O clube surgiu da fusão entre Paulista Futebol Clube e São Paulo Futebol Clube, times amadores de Araraquara. Foi onde surgiu o meio-campista Dudu, que jogou no Palmeiras entre os anos 1960 e 1970. A ADA foi uma das mais tradicionais equipes da cidade. Foi fundada logo após a Ferroviária, pelo mesmo fundador, o saudoso Antonio Tavares Pereira lima. Grandes disputas aconteceram entre os dois times na Segunda Divisão (atual A2) de profissionais, no período de 1952 a 1955. Em 1955, a ADA foi a vice-campeã da série e seguiu para disputar o torneio dos campeões, que acabou classificando a Ferroviária para a primeira divisão (atual A1), onde esta permaneceu por longos anos. A equipe encerrou suas atividades em 1957, após desistir do Campeonato Paulista da Segunda Divisão do referido ano.

A volta da ADA
Luís conta que, cinco anos atrás, seu filho começou a jogar futebol e sofria preconceito por ser surdo-mudo. A situação motivou o gestor a reativar a ADA, projeto que esbarrou na Federação Paulista de Futebol, que pedia um valor de R$ 800 mil para a regularização. Mas uma conversa com Paulo Luizari, presidente do time do Bebedouro, e com a advogada Gislaine Nunes resultou em algumas reuniões que terminaram na implantação da Liga de Futebol Paulista em novembro de 2015. A nova entidade foi fundada com o intuito de trazer de volta times tradicionais paulistas que estavam inativos, o que abriu caminho para a ADA.
Segundo Luís Caetano, a ideia da nova liga seria fornecer ao campeão uma vaga na Série A3 do Campeonato Paulista, mas a diretoria da entidade conseguiu o aval da CBF e da Fifa e conseguirá fornecer ao seu campeão uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro ou na Copa do Brasil. Em 2016, a ADA voltou a disputar uma competição oficial, a Taça Paulista, que foi realizada em Mongaguá, o que impossibilitou a equipe buscar patrocínios na cidade. A equipe foi eliminada na primeira fase, mas conseguiu empolgar os antigos torcedores do time.
Agora, com a possibilidade de voltar a jogar na cidade, o dirigente aproveita para pedir o apoio do comércio e destaca um outra iniciativa social que colocará em prática. Trata-se do Projeto Futebolada, que permite a um comerciante “adotar” um jovem atleta por R$ 50. Esse investidor receberá posteriormente uma participação de 10% na venda desse jogador. “Quando se investe no esporte se economiza com segurança pública”, diz Luís Caetano.

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