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Araraquarense prepara o coração para ver o Brasil na Copa



Diego Coxi já preparou sua bandeira da Ferroviária para marcar presença na arquibancada do Castelão, que receberá o jogo entre Brasil e México na próxima terça-feira

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Carlos André de Souza

Não se surpreenda se você estiver assistindo a um jogo do Brasil na Copa do Mundo e ver na arquibancada uma bandeira da Ferroviária. Por meio do principal grupo da torcida afeana no Facebook, os torcedores combinaram de levar o manto grená caso fossem em algum jogo do Mundial, que terá início hoje no Brasil. E um torcedor fanático pela Ferrinha já está com tudo pronto para marcar presença em um dos jogos do maior evento do futebol mundial.
Diego Coxi, de 23 anos, já garantiu seu ingresso para o duelo entre Brasil e México, que será realizado na próxima terça-feira na Arena Castelão, em Fortaleza (CE). “Sempre é bom mostrar o símbolo da Ferroviária, ainda mais na Copa, que é uma competição acompanhada pelo mundo todo”, explica, segurando a bandeira grená.

Bem acompanhado
O araraquarense conta que tentou comprar o ingresso para o jogo, mas não obteve êxito. Certo dia, ele chegou para trabalhar – presta serviço para a Nestlé – e viu que a empresa disponibilizava aos funcionários a possibilidade de comprar ingressos sem passar pela dificuldade enfrentada pelos torcedores comuns. Ele não perdeu tempo e garantiu um par de entradas para o confronto no Castelão.
Por conta disso, Diego decidiu passar oito dias de suas férias em Fortaleza, onde iria com seus pais. Sua mãe, que não gosta nem um pouco de futebol, não iria ao jogo, apenas aproveitaria a viagem. Mas seu pai teve de passar por uma cirurgia na coluna, o que o impossibilitou de acompanhá-lo. Nesse meio tempo, Diego começou a namorar Ana Paula, que por sinal mora em São José dos Campos e torce para o São José. “Eu já conhecia ela pelo orkut e uma vez, em 2006, a Ferroviária foi lá jogar contra o São José. A torcida deles começou a jogar abacates em nós e ela fazia parte da torcida. Quando ela me viu, pediu para o pessoal parar de jogar as frutas. Ficamos amigos e não perdemos mais contato”, conta.
Há alguns meses, quando ficou sabendo que seus pais não poderiam ir para Fortaleza, Diego convidou a amiga para acompanhá-lo. Ela o convidou para ir até sua casa, onde apresentou seus pais, como amigo. Após algumas conversas, o casal começou a namorar, mas sem deixar de lado seus times de coração. Hoje eles se vêem a cada duas semanas, se revezando nas viagens. “Na final da Copa do Brasil de Futebol Feminino, vimos o jogo juntos lá em São José dos Campos. A Ferroviária foi campeã e ela ficou chateada, mas não deixei de comemorar o título com nosso time”, lembra.

Ansiedade
O araraquarense não esconde que não vê a hora do jogo começar. “Estou bem animado e diria até um pouco ansioso por conta da viagem e por conta do jogo. É uma oportunidade única de ver um jogo da Copa. Acho que eu nunca iria ver uma Copa fora do país e como tive essa oportunidade de ver um jogo, principalmente por ser um jogo da nossa seleção. Sentir o calor humano de um jogo como esse vai ser muito bacana”, comenta.
Sobre o atual momento que vive o Brasil, com uma boa parte do povo insatisfeita com o governo, o que tem gerado inúmeros protestos, Diego opina que a população não deve esquecer os problemas, mas também não deve deixar de torcer pela seleção amarelinha. “Estou bem tranquilo em relação a isso porque creio que quando a bola rolar no dia 12, o brasileiro não vai esquecer da corrupção, da falta de saúde, falta de educação, mas vai dar uma acalmada e só vai ter olhos para a seleção”, salienta.

Jogos memoráveis
Ele conta que sua ligação com a Copa começou em 1998. “Minha lembrança mais antiga da seleção foi na Copa de 98. O Brasil foi jogar contra o Marrocos. Na verdade eu nem sabia quem estava jogando, mas eu lembro que meu pai armou um churrasco com um amigo dele. Lembro que nós fomos ao mercado comprar as coisas e aquele jogo ficou marcado por conta do churrasco e não do jogo”, brinca.
O torcedor também revela que o jogo que ficou eternizado em sua memória foi a vitória por 2 a 1 do Brasil sobre a Inglaterra na Copa de 2002. “Naquela época eu tinha 11 anos. Era difícil acordar de madrugada, fui dormir tarde e meu pai me acordou 3 horas da manhã pra assistir ao jogo. E aquele gol do Ronaldinho Gaúcho sem ângulo, surpreendendo o goleiro, pra mim foi sensacional. Foi o jogo mais inesquecível, até mais do que o título”, garante.
Mas se por um lado a Copa já causou muitas alegrias, por outro também já gerou algumas decepções. “Minha maior decepção foi em 2006, na derrota para a França. Tínhamos um time bom, que era o quadrado mágico, e todo mundo estava bem confiante, mas fomos eliminados pela França com um gol do Tierry Henry. Aquele jogo foi bem frustrante, para mim até mais do que em 1998 na França, porque não me lembro muito bem daquela final”, justifica.

Rumo ao hexa!
Para a Copa de 2014, Diego prevê dificuldade, mas acredita que o time de Felipão tem totais condições de faturar a taça. “Como brasileiro, temos que acreditar na seleção. Vai ser difícil. Eu não gosto de dar muito palpite e acho que será difícil, mas temos condições. Infelizmente, hoje dependemos muito do Neymar, então temos que torcer pra ele estar iluminado neste mês da Copa e vamos ver no que vai dar. Vamos torcer pra seleção ir longe nessa Copa”, explica.
O araraquarense também analisa os adversários mais fortes do time canarinho. “Para mim, o principal adversário do Brasil será a Alemanha. É um time que mescla juventude com experiência. Tem o Lahm, o Klose, e vai dar trabalho. A Argentina é um adversário histórico, mas para mim é uma incógnita. Pode ser eliminada na primeira fase, como pode ser campeã. É muito imprevisível”, destaca.
Por falar em Argentina, Diego também já assegurou ingresso para as oitavas de final em São Paulo, jogo que provavelmente terá a Argentina como protagonista.

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