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Araraquarense é bicampeã dos Jogos Abertos do Interior



Destaque no judô em Bauru, Lívia Renata Souza coleciona títulos em várias artes marciais

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Carlos André de Souza

Na última quarta-feira, em Bauru, a atleta araraquarense Lívia Renata Souza conquistou sua segunda medalha de ouro nos Jogos Abertos do Interior, ao vencer suas cinco lutas por ippon (golpe equivalente ao nocaute no judô). Ela superou atletas de Jaú, Campinas, Santos, Praia Grande e Jacareí e voltou a subir ao degrau mais alto do pódio, feito que já havia realizado em 2007. “Foram lutas muito difíceis contra as melhores do estado e do país. Fiz muita força e estou desgastada demais. Foi uma guerra, mas a ajuda dos meus professores foi o que fez a diferença, pois cheguei à competição desacreditada e sem muitas chances”, destaca a lutadora, que teve sua viagem para os Abertos custeada por seu pai e tambpém pelo técnico Gilson De Vito.
A campeã destaca a importância de voltar para casa com o ouro na bagagem. “Essa medalha significa a finalização com chave de ouro da preparação do ano todo visando as competições mais importantes, sejam elas quais forem, até porque participo de competições de muitas modalidades marciais”, ressalta a atleta, que além do judô, pratica jiu-jitsu, muay thai e MMA.
Filha de Aparecido Luiz Oliveira, conhecido como Bigode, e Solange Teresinha dos Santos, Lívia conta que o interesse pelos esportes de luta surgiu ainda criança. “Eu era uma criança com hiperatividade e meu pai, em vez de me dar florais e ‘sossega-leão’, me colocou pra praticar judô aos 7 anos”, conta.
No judô, a araraquarense colecionou conquistas de muita expressão e se tornou, além de bicampeã dos Abertos, heptacampeã paulista, tetracampeã brasileira, tetracampeã dos Jogos Regionais, bicampeã sul-americana e pan-americana, campeã do Troféu Brasil, campeã por equipes do Beneméritos Brasil, campeã da Copa do Mundo de Juniores e titular da seleção brasileira por seis anos.
Mas em determinado momento da sua carreira, a atleta passou a ter dificuldades em encontrar adversárias do mesmo nível nas competições, o que acabou deixando a prática do judô um tanto quanto monótona. “Tinha ganho quase tudo o que podia na modalidade e quis tentar outros rumos. Foi quando decidi praticar outras artes marciais”, relembra.
Partiu para o jiu-jitsu e a adaptação foi rápida, tanto que em pouco tempo já estava subindo aos pódios, se tornando campeã da FESP, pentacampeã paulista, bicampeã brasileira, campeã sul-americana e tricampeã mundial.
Mais recentemente, começou a praticar o muay thai e o resultado vem sendo positivo, com três lutas e três vitórias. A ideia é ganhar ainda mais experiência para entrar no mundo do MMA, que é sua modalidade preferida, justamente por englobar todas as artes marciais que ela pratica. “Para mim, essas mudança precisou de muita coragem, pois venho das lutas com pano, que são o judô e o jiu-jitsu, e nunca havia dado um soco na vida até setembro do ano passado. Agora estou pegando o jeito, mas olho roxo, supercílio cortado e dente lascado é rotina”, sorri a lutadora.
Lívia conta que apoio é o que não falta. “A maioria dos meus amigos apoia, mesmo porque a maioria deles treina comigo ou de alguma forma são envolvidos com artes marciais. Meu pai também me apoia, mas minha mãe fica apreensiva. Ela prefeira o ballet”, brinca a atleta, que acrescenta o fato dos amigos não-praticantes de artes marciais ficarem “meio chocados” pelo fato de ela ganhar tantos títulos mesmo sendo pequena e leve (1,58m e 55 Kg).
Com um currículo tão valorizado por conquistas importantes, a atleta não economiza sonhos. “Meu plano é lutar no exterior com o MMA. Logo mais, miro o título do Strikeforce, que agora é UFC, e o ADCC, que é NOGI (jiu-jitsu sem quimono) e participar, com bons resultados, de todas as competições que meus professores traçarem”, revela.
Lívia faz questão de agradecer os treinadores que tiveram participações fundamentais em suas conquistas. No judô, ela é treinada por Gilson De Vito, da Fundesport, enquanto ela conta com a orientação de Vinicius Máximo no jiu-jitsu, Lucas Cisco e Felipe Gustavo no muay thai e Beto Maroni e João Português no MMA, além de Julio Rodrigues, seu companheiro de treinamentos. A preparação física fica por conta de Deny Marcus/Forma Fitness e Thiago Máximo/Empório do Corpo. Os treinos são realizados no CT Vinicius Máximo, que fica localizado na Avenida Brasil entre as ruas 2 e 3. Para participar das disputas, ela conta com o apoio do Empório do Corpo/Thiago Máximo/Best 4Life.

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