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Afeganistão: Apoio incondicional

Em visita ao Museu do Futebol, membros da torcida fundada em 2009 explicaram as motivações e suas ideologias

Ontem pela manhã, o Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, mais uma vez, recebeu representantes da Torcida Afeganistão, interessados em acumular conhecimento acerca da Ferroviária.No espaço, estiveram presentes Carlos Alexandre, o popular Grafite, Dodô Campos, além de Douglas Francisco, conhecido pela alcunha de Lucão.
Instituída em 19 de dezembro de 2012, o grupo parte para o 5º ano de fundação, sem nunca der deixado de prestigiar um duelo da Locomotiva. Não obstantes, eles prestigiam o time feminino da Ferroviária/Fundesport, bem como as categorias menores.

Interesse na história da Ferroviária
Durante a incursão pelo museu, quiseram saber tudo sobre a história do Estádio da Fonte Luminosa, passagens curiosas e demais dúvidas, que foram dirimidas com demais monitores. Recentemente, com bandeiras, a torcida homenageou Bazani, melhor jogador da AFE em todos os tempos, além do craque Douglas Onça, 5º maior artilheiro do clube e atual comandante das Guerreiras Grenás.
Os torcedores fizeram questão de tomar nota acerca de outros ídolos, que outrora se destacaram na Ferroviária. Anotando as informações, os visitantes disseram que têm como objetivo conhecer a trajetória da Ferrinha desde sua instituição, a fim de valorizar outros personagens que deixaram legado.
“Não tivemos o privilégio de ver a Ferroviária jogando na Primeira Divisão. E é justamente esse motivo, que faz com que tenhamos mais obsessão pelo time. Herdamos dos nossos pais e familiares a paixão pela AFE. Queremos o acesso o quanto antes. Mas se isso demorar, continuaremos nas arquibancadas apoiando sempre a equipe”, afirmou Douglas Campos, presidente da Afeganistão. Vale frisar que a faixa-etária dos membros da torcida é de 19 anos.

O porquê no nome
Inquirido pelos monitores acerca do nome, que remete a um país envolvido em episódios com confrontos políticos e ideológicos, Carlos Alexandre fez questão de explicar que foi o trocadilho que eles encontraram naquela oportunidade. “O que nos chamou a atenção foi o AFE. Acabamos oficializando o nome, que muitos interpretam mal. Não queremos violência e não existe ideal algum referente ao país. Tínhamos o interesse de fundar uma torcida, porque notamos que inúmeras desilusões culminaram com o afastamento de algumas organizadas. É compreensível, que aqueles que tanto assistiram a Ferroviária na elite do futebol paulista sejam mais exigentes. Somos também, contudo nosso lema é apoiar sempre e cobrar quando nossa paixão não estiver sendo respeitada por jogadores, comissão técnica e dirigentes”, explicou.

“A provocação entre as torcidas acontece desde sempre. Isso faz parte do folclore do futebol. Mas essa rixa fica nas arquibancadas. Batemos boca e tiramos sarro, como fazem conosco. Se isso acabar, o futebol perde muito da sua essência. Agora, nada disso implica em violência. À medida que a torcida vai aumentando, temos a obrigação de não permitir que alguns elementos destoem daquilo que pensamos sobre torcer”, completou o torcedores, que se lembrou das ações sociais desenvolvidas pela torcida, como campanha de alimentos, arrecadação de ovos de páscoa, entre outras atuações.

Superar o estereótipo
Já Douglas Francisco, destacou que o termo Torcida Organizada muitas vezes coloca todos os torcedores no mesmo patamar. “Acompanhamos o futebol no Brasil e mundo. Sabemos as barbáries que tem representantes de torcidas diretamente envolvidos. Dessa forma, muitas pessoas simpáticas aos ideais da TOA (Torcida Organizada Afeganistão), muitas vezes não se unem ao grupo, porque o estereótipo de violência, indolência e desordem está intrinsecamente associado às organizadas”, analisou. Ele diz que a meta da Afeganistão é provar com o passar do tempo que os princípios que norteiam o grupo são outros. “Felizmente estamos conseguindo angariar mais pessoas. O objetivo é ter uma grande torcida, mas com estatuto, reconhecida pelas entidades que regem o futebol. Como a torcida é composta por jovens torcedores, ainda há muito descrédito, mas em médio prazo eu acredito que provaremos que não estamos na Fonte Luminosa para bagunçar”, garantiu Lucão.
Dodô Campos ressaltou que a TOA vive seu melhor momento. “Hoje temos bandeiras, faixas e instrumentos. De forma gradativa estamos melhorando. Nosso intuito é agregar. Cada afeano tem seu jeito de torcer. Muitos preferem ficar sentados; outros optam por pressionar o time desde o começo. Não estamos nessa empreitada para criar ranço com as pessoas que têm a mesma paixão do que a nossa. Temos nosso estilo e forma de apoiar, e quando necessário criticar. Faço questão de afirmar que queremos somar e não dividir”, destacou.
Os torcedores disseram que na moderna Fonte Luminosa, o adversário fica muito mais a vontade do que a AFE, quando atua fora de seus domínios. “O estádio favorece o oponente. É mais distante. Muitas vezes, árbitros mal-intencionados prejudicam a Ferroviária, e a pressão exercida não os intimida. Por isso, cantamos e vibramos o tempo todo, a fim de que a Ferrinha ganhe mais confiança e o time visitante não jogue como se estivem em seus domínios”, mencionou.
Os interessados em compor a Torcida Afeganistão podem contatar o presidente Dodô Campos, pelo telefone 99785-6043.

Novidades em breve
Os integrantes prometem novidades em breve. Um lema da torcida que deixou os monitores do Museu empolgados é o de continuar homenageando em vida, pessoas que fizeram com que a história da Ferroviária fosse tão rica, a ponto de o time estar há 18 anos distante da Primeira Divisão, e mesmo assim mexer com a paixão de uma cidade. “Nós, do Museu do Futebol, queremos dizer que foi de muito proveito o bate-papo aqui no local. Parabéns pelo envolvimento com a história do clube. Podem ter certeza que o passado da AFE continuará sendo inspiração para o futuro. Assim como vocês, nosso foco está no presente, contudo não podemos perder de vista aquilo que fez com que a Ferroviária fosse o principal cartão postal da cidade. Aguardamos o retorno de vocês”, afirmou Alessandro Bocchi, monitor do Museu.

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