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Teatro Wallace recebe espetáculo do Festival Internacional de Dança



Programação desta quinta-feira (20) também tem curso, oficinas e mini-residência Diretamente da Bahia, os professores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Edu O. e Lucas Valentim são atração na noite desta quinta-feira, dia 20, no Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues, às 20 horas. No espetáculo “Odete, traga seus mortos”, os intérpretes trazem o plano das […]

Teatro Wallace recebe espetáculo do Festival Internacional de Dança

Programação desta quinta-feira (20) também tem curso, oficinas e mini-residência

Diretamente da Bahia, os professores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Edu O. e Lucas Valentim são atração na noite desta quinta-feira, dia 20, no Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues, às 20 horas. No espetáculo “Odete, traga seus mortos”, os intérpretes trazem o plano das memórias à baila. Os ingressos são gratuitos e começam a ser distribuídos uma hora antes do início da apresentação.
“Odete, traga meus mortos” é um espetáculo de dança criado pelos coreógrafos/dançarinos Lucas Valentim e Edu O., vencedor do Prêmio Festival Vivadança 2010, inspirado numa situação vivida por Edu O., numa viagem à França.
Num almoço em casa de uma família tradicional, na hora do café, depois de todo ritual da refeição francesa, a matriarca pede a empregada: “Odete traga meus mortos!”. Incrédulo, com expressão assustada, Edu foi informado que este pedido tornou-se habitual daquela senhora que lê diariamente o obituário enquanto toma seu cafezinho.
Sua preocupação é saber se algum conhecido faleceu e observar a forma como foi escrito o obituário, sempre discordando e dizendo que não quer o seu daquele jeito. Então começa a descrever como gostaria que divulgassem sua morte, a foto que deve ser colocada, a roupa e como as pessoas devem agir no seu funeral.
Um fato aparentemente triste torna-se o momento mais engraçado do dia da família que passa a lembrar de histórias da vida e de pessoas que passaram por ali. A morte perde a carga de sofrimento, cedendo espaço para lembranças de vidas cheias de experiências, como são todas as vidas. Para aquela senhora, o falecimento do outro possibilita a reflexão sobre sua própria existência.
No espetáculo, os artistas refletem sobre os ritos de passagem, o partir, ausência e presença. A morte em “Odete, traga meus mortos” representa, portanto, essas ausências de pessoas, lugares, situações, objetos. Ao chegarmos a algum lugar chegamos carregados de passado, de experiências vividas durante toda a vida e, até mais, trazemos nossos antepassados, histórias de família, de lugares de sonhos…
Nos pés ficam os calos e o pó da terra por onde caminhamos. Na mente ficam registradas as imagens, os odores, os sons, as histórias que encontramos em cada esquina, em cada rua, casa, monumento, pessoa. Somos feitos de encontros. A todo momento, somos preenchidos de outros. Um outro que muitas vezes desconhecemos, mas que nos afeta e que nós afetamos também. Informações que vão sendo nosso corpo – na postura, no modo de andar, comer, falar, gesticular, enfim, no nosso modo de agir e dançar. Trata
Durante 45 minutos, Edu O. e Lucas Valentim percorrem o universo das memórias compartilhando-as entre si e o público de maneira que ora parecem brincar com as situações, ora mergulham fundo nas sensações que as lembranças provocam, afetando a todos, estimulando a platéia a também acessar as próprias lembranças.

Mais atividades
Vale lembrar que Edu O. também participa da programação do festival com o mini-curso para docentes “Acessibilidade e políticas públicas”, dias 19 e 20, das 9 às 12 horas, no CEAR. Depois, na sexta, dia 21, realiza a oficina “Dança, acessibilidade e políticas públicas” para interessados em geral, na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira (EMD), das 16 às 18 horas.
Já Lucas Valentim, junto a Lulu Pugliese, está ministrando a mini-residência artística com o Núcleo de Dança da EMD, no período de terça a quinta-feira, com apresentação do resultado nesta sexta-feira na Sessão Maldita que será realizada na quadra da Casa da Cultura, às 22 horas.
A programação desta quarta-feira também conta com outras duas atividades na EMD: a Oficina de Teatro LGBTTQAI, com Cia. Ser o no Ser (Paraguai) – das 14 às 16 horas; e a Oficina Dança da Poética de Ossain, com Marilza Oliveira, das 16 às 18 horas.
Toda a programação é gratuita.

SERVIÇO:
18º Festival Internacional de Dança de Araraquara
Data: quinta-feira (16 de setembro)

– 9h às 12h: Mini-Curso para docentes, com Edu O. – Acessibilidade e Políticas Públicas – CEAR
– 14h às 16h: Oficina de Teatro LGBTTQAI, com Cia. Ser o no Ser (Assunção-Paraguai) – EMD
– 16h às 18h: Oficina Dança da Poética de Ossain, com Marilza Oliveira- EMD
– 17h30 às 19h30: Mini-residência com os artistas Lulu Pugliese e Lucas Valentim e Núcleo de Dança da EMD – EMD
– 20h30: Espetáculo “Odete, traga seus mortos” (Edu O. e Lucas Valentim) – Teatro Wallace

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