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“Seguiremos firmes e na luta”, afirma MPJ em Disparada após pichações

Movimento diz que, apesar das intimidações, está no caminho certo e pronto para a greve geral de amanhã (14)

“Seguiremos firmes e na luta”, afirma MPJ em Disparada após pichações

Ariane Padovani

O Movimento Popular de Juventude em Disparada Araraquara foi alvo de ataques de vândalos com frases ofensivas pichadas no pontilhão que corta a Rodovia Washington Luís (SP-310) e também na barraquinha de sorvetes que fica em frente ao Instituto de Química da UNESP, na semana passada. Em entrevista ao O Imparcial, os integrantes do movimento afirmaram não saber quem são os responsáveis pelas agressões. Eles preferiram não fazer boletim de ocorrência ou tomar uma medida judicial.

“Não acreditamos que esse seja o melhor caminho. O que discutimos é que ações como esta não irão nos intimidar e nos dão ainda mais força para seguirmos tocando as nossas atividades e atuando em prol da nossa cidade. Estamos nos organizando para limparmos as pichações para poupar os trabalhadores da prefeitura que não deveriam ter mais esse esforço diante de uma agressão por parte de uma pessoa ou um grupo de pessoas irresponsáveis”, disseram.

Projeto de ódio
Os estudantes acreditam que o MPJ em Disparada defende um projeto político voltado àqueles que historicamente foram marginalizados na sociedade. “Queremos uma cidade, um país e o mundo todo sem desigualdade e exploração. E que todos possam expressar sua liberdade e sua forma de amar. Infelizmente hoje está à frente do governo de nosso país um projeto que rejeita os mais pobres e alimenta um discurso de ódio contra mulheres, negros e a população LGBT. E que criminaliza a política e os movimentos sociais. Queremos mostrar para as pessoas e, sobretudo para a juventude, que a política vale a pena e muda vidas. Foi graças à política e a um projeto de esquerda, com os programas sociais do PT, que muitos saímos da miséria, tivemos acesso à educação com universidades públicas e Institutos Federais. Mas todos esses avanços estão hoje ameaçados e, mais do que nunca, é hora de nos juntarmos e lutarmos para resistir”, explanaram.

Trabalhos e Lutas
O movimento tem menos de dois anos de existência no Brasil e quatro meses em Araraquara, mas já conta com a adesão de estudantes da Unesp, Uniara, Unip e de escolas estaduais, que estão atuando em várias frentes. “Organizamos os estudantes em Universidades e escolas. Organizamos coletivos culturais e cursinhos populares. Nascemos para transformar o mundo e tendo o PT como referência, buscando fazer da juventude do PT uma ferramenta de luta real, mais presente no dia a dia da cidade”, esclareceram.

O restaurante universitário da UNESP, que está há cinco anos sem funcionar, e a moradia estudantil também fazem parte das causas defendidas pelo movimento. “Já puxamos audiência pública sobre o restaurante e a permanência estudantil em conjunto com as entidades do movimento estudantil. Organizamos um curso de formação política. Lutamos em prol do Bolsa Cidadania por ser um projeto que visa combater a fome. Estamos presentes na organização dos atos contra os cortes na educação e agora na luta contra a reforma da Previdência. Nossas reuniões e espaços são abertos e estão todos e todas convidados a nos conhecer”, convidaram.

Greve geral
A Praça Santa Cruz será palco de mais um protesto nesta sexta-feira (14). Uma greve geral contra os cortes na educação e a reforma da Previdência do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) vai acontecer a partir das 16h. As organizações sindicais e os movimentos sociais da cidade estão se reunindo e convocando a população. “É fundamental barrarmos essa reforma da Previdência que retirará, sobretudo das pessoas mais pobres, o direito de se aposentar. Além de nos levantarmos contra outras medidas de Bolsonaro e Dória, como os cortes na educação e o desmonte dos serviços públicos”, explicou a organização política.

Lava Jato
O MPJ em Disparada falou também sobre as conversas entre o Ministro da Justiça Sergio Moro e o promotor Deltan Dallagnol divulgadas pelo site ‘The Intercept Brasil’ no último fim de semana. Para o movimento, é fundamental que toda a população fique atenta com os processos jurídicos no Brasil. “Está em xeque a legitimidade de Moro, da Lava Jato e de toda a justiça. Qualquer pessoa pode estar sujeita a essas arbitrariedades para ser incriminado. Quantos jovens negros já foram condenados desse modo? Imagine que escândalo seria se o juiz e a defesa do Lula estivessem articulando em prol da defesa? O que aconteceu foi criminoso e devemos pedir liberdade para Lula e para todos os presos políticos no Brasil”, finalizaram.

 

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