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Porsani: O trabalho do vereador é legislar e fiscalizar

“Esperava uma atividade maior dos novos vereadores, mas até agora, só vejo de alguns”, disse o vereador tucano

Porsani: O trabalho do vereador é legislar e fiscalizar

José Augusto Chrispim

O jornal O Imparcial conversou esta semana com o vereador José Carlos Porsani (PSDB) e abriu espaço para que o tucano fizesse um breve balanço de seu 7º mandato na Câmara Municipal de Araraquara. Porsani, que já trabalhou com vários prefeitos, sendo responsável por secretarias municipais como a da Assistência Social no governo de Marcelo Barbieri (PMDB), confessa que, entre todos eles, a parceria que lhe deu mais prazer foi a com o ex-prefeito Waldemar De Santi.

Legislar e fiscalizar

O balanço que Porsani faz deste, que é seu sétimo mandato, é um trabalho cheio de conquistas importantes para a população de Araraquara. “Nos dois primeiros anos deste mandato eu fui presidente da Comissão de Justiça da Câmara que é uma função de grande responsabilidade, com muitos projetos e a grande maioria quando não tinha entendimento eu trazia técnicos e secretários da prefeitura para explicar na Câmara, isso é coisa que não acontecia antes. Mas a função do vereador é fiscalizar e legislar. Eu posso dizer que o grande projeto da minha vida se chama SABSA, que é a Sociedade Amigos do Bairro Santa Angelina. Faz 45 anos que eu tinha esse projeto e até o dia de hoje participo. Eu duvido que tenha uma Ong que faz o trabalho que nós fazemos no bairro Santa Angelina e no entorno. Dentro da Câmara Municipal, eu apresentei uma infinidade de indicações e também apresentei 170 requerimentos que são cobranças ao prefeito. Muitos deles foram encaminhados para o Ministério Público, eu acho que isso é um dos grandes trabalhos feitos por mim na Câmara. Um projeto que eu posso salientar para você é o Dia do Brincar que é realizado no Parque Infantil, há 11 anos. Esse projeto era para os hospitais e as UPAs terem uma brinquedoteca que ajuda e muito na recuperação dos pacientes infantis em 25%, 30 %. Hoje, esses locais são obrigados a terem as brinquedotecas. Como eu já tinha uma experiência com a sociedade amigos de bairro, eu levei também para o Parque Infantil esse importante projeto do Dia do Brincar, junto de um grupo de pessoas que aceitou a nossa ideia e vários outros parceiros. No primeiro ano nós levamos umas 3 mil crianças para o parque, aí foi aumentando até chegarmos a 16 mil crianças neste último ano. O pessoal tomou toda o Parque Infantil que já está se tornando pequeno, mas estamos pensando em usar algumas ruas laterais no futuro. Temos o apoio de todas as universidades, clubes de serviço, da prefeitura, e tudo isso nos trouxe um resultado muito positivo que foi o da criança conhecer brincadeiras do passado que não conheciam, pois hoje elas conhecem a tecnologia, mas não conhecem muitos brinquedos. Hoje, nós temos cem tipos de atividades para o desenvolvimento da criança e contamos com a participação dos escoteiros, Tiro de Guerra, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, enfim, é um trabalho que cada vez mais tem atraído outras pessoas que querem colaborar nas próximas edições. Nós estamos oferendo leite de soja, algodão doce, suco, pipoca para todas as pessoas presentes, através de colaboradores que nos ajudam. O principal é que a gente vê um trabalho educativo, onde notamos que as crianças não jogam lixo no chão e, os adultos, quando jogam, a gente avisa que não pode ser feito. Nós filmamos o evento e mandamos para a Associação Paulista de Medicina e eles mandam para mais de 100 cidades, em mais de 100 países. Então é um exemplo que está sendo copiado por várias cidades, só que já faz 11 anos e espero que amanhã, mesmo que eu não esteja presente, esse trabalho continue, pois é um trabalho digno de não parar. Outro trabalho que foi desenvolvido por mim foi a fiscalização de 33 postos de saúde na cidade para ver a estrutura de cada um deles, onde fiz o relatório dos problemas encontrados em cada um deles e encaminhei para o prefeito e também para a secretária da saúde. Inclusive quero destacar que a secretária de saúde é um modelo de secretária, excelente profissional, mas ela não é responsável por tudo o que acontece, por isso tem coordenadores, gerente que estão lá para ajuda-la. Eu fui secretário em três mandatos da Assistência Social, fui secretário de um dos melhores prefeitos que passaram por Araraquara, que se chamava Waldemar De Santi, com quem aprendi muito sobre dignidade e respeito ao munícipe. E esse foi considerado um dos melhores trabalhos que eu fiz. Também em dois mandatos do Marcelo Barbieri, onde no último mandato Araraquara foi considerada entre as três melhores cidades para se morar entre 5.780 municípios do Brasil. Outro ponto importante foi o Cadastro Único, onde todas as pessoas eram cadastradas anualmente, isso foi um trabalho feito por um grupo de assistentes sociais, psicólogos e agentes sociais, que foi coordenado por mim. Eu tenho muita saudade da Secretaria de Assistência Social, pelo que eu fiz e pelo que deixei lá. Hoje fico muito triste quando vejo esse trabalho sendo descontinuado. Conversei com a secretária da saúde, Eliana Honain, e ela está cobrando as melhorias para aquilo que encontrei em vários postos de saúde, chegando ao ponto de ver salas de curativo sem pia para lavar as mãos. Acho que ela precisa cobrar mais dos funcionários, mas Araraquara ainda é um modelo na área da saúde”, relatou Porsani.

Faço para a população

O meu trabalho é o dia a dia. Eu não faço para mim, faço para a população. Com a minha idade e no meu sétimo mandato, eu gostaria de ter mais mandatos para fazer mais pela população de Araraquara. Eu nunca fui à prefeitura pedir alguma coisa para beneficiar a mim ou a algum amigo meu. Nesses dois anos e 10 meses desse mandato, dá para contar nos dedos de uma mão quantas vezes eu fui na prefeitura. Muitas vezes, em coisas simples que a gente faz, resolvemos a vida das pessoas. Esse é o papel do legislador. O meu partido tem fiscalizado e muito o Executivo. Não estou lá para votar contra a prefeitura, estou lá para votar nos projetos que são bons para a cidade. O dia que eu assumi esse mandato, eu falei que não ia sair da Câmara, disse que iria ficar e fiscalizar o governo. Eu fiz um requerimento ao Ministério da Saúde, pois estava em falta a vacina de meningite na cidade. Em 18 dias ele mandou a resposta dizendo que tudo já estaria sendo normalizado na cidade e no estado de São Paulo, além de me cumprimentar pelo tipo de requerimento que eu havia feito. Venho acompanhando também as melhorias que estão sendo feitas na estação de tratamento de esgotos da cidade. O povo vota em mim pelo meu trabalho”, destacou.

Pouca atividade

Questionado se sofreu alguma decepção ao longo deste mandato, o tucano declarou que muitos dos vereadores que estão em seu primeiro mandato, estão deixando a desejar. “Eu esperava que os novos vereadores eleitos em 2016 teriam uma atividade maior na Câmara, mas até agora só vejo alguns se destacando. Espero que nesse tempo que resta do mandato isso melhore. Um exemplo disso é que estamos sem pequeno expediente há quase dois meses. Essa é uma grande decepção para mim, espero que essa situação mude logo, pois isso faz com que não tenhamos mais oportunidade de falar sobre o que fazemos pela população, devido à falta de quórum que faz com que o presidente tenha que encerrar a sessão. Acho que a população tem o direito e deve acompanhar o trabalho de todos os vereadores para poder cobrar o que entender que esteja errado”, reclamou o vereador.

Não sou oposição

Porsani disse que considera um de seus pontos fortes o trabalho sem hora e sem dia para ser feito. “Estou sempre cobrando e fiscalizando o governo, mas não me considero de oposição, eu sou sim, a favor das pessoas poderem ir a uma praça e ficarem com segurança com sua família. Hoje a gente vê que isso não é mais possível, pois vemos que as praças estão tomadas por usuários de drogas, sujas. O prefeito tem ser gestor, não é dando cestas básicas para as pessoas que as coisas vão mudar, tem que ter um trabalho contínuo com cursos de capacitação como os que a gente tinha no Espaço Kaparaó. Só capacitando as pessoas é que vamos tirá-las do buraco. Eu espero que Araraquara mude esse sistema de projetos como o do Bolsa Cidadania. Hoje temos 11.300 pessoas cadastradas no CadÚnico e não conseguimos 30 pessoas para formar turma nos cursos do Kaparaó. Outro ponto com o qual eu não concordo é dos terrenos que o prefeito quer dar para as pessoas construírem no sistema de mutirão, onde o munícipe tem 6 meses para começar e um ano para terminar. Se a pessoa não tem renda como ela vai construir? É o governo federal que tem que fazer isso aí e não a prefeitura. O prefeito tem que ser gestor. Não é com achego que ele vai governar a cidade. Na época do Waldemar De Santi a cidade era limpa, tínhamos rua e praças arborizadas, hoje vemos os jovens usando drogas em todo lugar, ruas sujas e mal cuidadas. Vão dizer que naquela época a população era menor, tudo bem, mas hoje nós somos campeões de dengue, as praças estão tomadas pelos andarilhos. Assim fica difícil governar, desse jeito colocando polícia e guarda municipal para controlar essa situação. Sou contrário a esse tipo de política”, ponderou.

Eleição e trabalho

O tucano acredita que com o final das coligações para as chapas de candidatos a vereador nas próximas eleições, seu partido deve manter ou até mesmo aumentar o número de cadeiras no Legislativo araraquarense. “Acho que vai ser muito difícil para os partidos menores conseguirem fazer o quociente eleitoral. Entendo que os partidos maiores devem aumentar o número de vereadores eleitos e o PSDB deve fazer seis cadeiras. Eu acho que os meus eleitores estão felizes com o meu trabalho, pois procuro atender a coletividade sempre. Procuro seguir a linha do De Santi e acho que o munícipe enxerga quem trabalha”, finalizou.

 

Porsani vem acompanhando os trabalhos de melhorias na estação de tratamento de esgotos da cidade

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