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Messias na corda bamba – 2

Com medo de ser assassinado, Bebianno deixou duas cartas com familiares. Filho de Bolsonaro é suspeito de envolvimento com milicianos e de movimentações financeiras em seu gabinete

Messias na corda bamba – 2

José A C Silva

Militantes de Bolsonaro, não muitos, criticaram a matéria d´O Imparcial intitulada “Messias na corda bamba” esta semana. O conteúdo dela não tem um terço das lambanças dos seus filhos, dos comentários dos seus ministros e do seu vice Mourão, publicados pela imprensa em geral. No meu parecer, na campanha eleitoral, Bolsonaro atacou todo mundo, e já era esperado ocorrer um efeito bumerangue. Os órgãos de comunicação estão atentos aos acertos e desacertos do seu governo. Não concordo com o que está acontecendo na Venezuela, como outros crimes cometidos por ditadores, inclusive no Brasil, durante a ditadura militar. Que fique bem claro mais uma vez, O Imparcial não tem nenhuma restrição quanto à esquerda ou a direita. O que o Brasil precisa é de políticos honestos e capazes. Dizem que o inferno está cheio de pessoas bem intencionadas. Agora, sei que os ‘bolsonaristas’ vão ficar bravos, mas na campanha à presidência Jair e seus filhos falaram muitas besteiras, inclusive de acabar com a esquerda na América Latina. Metade dos brasileiros não apoiam o atual presidente, é muita pretensão querer ditar normas para os países vizinhos. O Bolsonaro foi parlamentar por vários anos, deveria escolher melhor o partido pelo qual seria candidato e também os seus ministros. As coisas estão bem parecidas com o governo de Lula, pois o Bolsonaro não sabe de nada do seu partido, ministros e de seu filho.

 Saiu na Folha de São Paulo de ontem, uma fala de Mourão que o Exército está rangendo os dentes por causa de mudanças na previdência.

Medo

Como reportado pela coluna Radar, da Veja, nessa sexta-feira (22), por conta das ameaças que vem recebendo, Bebianno escreveu cartas a duas pessoas próximas, contendo informações como o nome de quem estaria interessado em lhe fazer mal.

“Se algo acontecer comigo, abram”, disse o ex-ministro, segundo a publicação.

Milicianos

Valdenice de Oliveira Meliga, irmã dos milicianos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, presos na operação “Quarto Elemento” do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Rio de Janeiro, assinou cheques de despesas da campanha em nome do então deputado estadual e atual senador, Flávio Bolsonaro (PSL), conforme reportagem da revista Isto É publicada nessa sexta-feira (22).

A reportagem obteve dois cheques: um de R$ 3,5 mil e outro no valor de R$ 5 mil. Dona de uma empresa de eventos, a Me Liga Produções e Eventos, Val era uma das pessoas a quem o filho do presidente Jair Bolsonaro deu procuração, conforme documento enviado à Justiça Eleitoral, para cumprir a tarefa.

Val é apontada pela IstoÉ como mais um dos elos do senador com milícias do Rio de Janeiro, com o suposto uso de laranjas e expedientes na campanha para fazer retornar ao partido dinheiro do fundo partidário. De acordo com a reportagem, um dos cheques assinados por Val, no valor de R$ 5 mil, é destinado à empresa Alê Soluções e Eventos Ltda, que pertence a Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira. O pagamento seria referente ao serviço de contabilidade das contas de Flávio Bolsonaro.

 

Mais sacanagem

O primeiro depoente ouvido sobre o caso das movimentações suspeitas entre funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio, Agostinho Moraes da Silva, admitiu ao Ministério Público fluminense que depositava, todos os meses, cerca de dois terços de seu salário na Casa na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar, agora senador.

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