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Mesmo com investimentos de R$ 1,6 milhão, ETE ainda é deficitária

Menos de um terço dos aeradores das lagoas está em funcionamento

Mesmo com investimentos de R$ 1,6 milhão, ETE ainda é deficitária

Durante a Sessão Ordinária do dia 27 de novembro, foi aprovada a abertura de um crédito no orçamento do Município de Araraquara no valor de R$ 1,6 milhão para que o Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) recuperasse o sistema de aeração da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE).

Para fiscalizar a aplicação do recurso autorizado pela Casa de Leis, os vereadores Jéferson Yashuda e José Carlos Porsani, ambos do PSDB, estiveram na ETE na tarde da quinta-feira (10). Desde o início desta Legislatura, em 2017, ambos têm acompanhado de perto as condições da Estação.

Os parlamentares foram recebidos pelo coordenador da ETE, Weverton Campos Nozela, que falou sobre a situação dos equipamentos do local. Na primeira lagoa, que conta com 16 aeradores, quatro não estão funcionando. Já na segunda, que deveria ter o mesmo número de aeradores, apenas três operam normalmente. Segundo ele, a recuperação desses equipamentos está prevista dentro do valor aprovado pelo Legislativo e deverá ocorrer em breve.

Além disso, duas roscas precisam de manutenção, o queimador está fora de operação e o lodo ainda não está sendo retirado. “O equipamento para a retirada do lodo operou de 2011 até o início de 2016. No ano passado, funcionou por apenas três meses. Cabelos, principalmente, entopem a bomba, acumulando o lodo. Sempre no fim do expediente, lavávamos a bomba”, explicou Nozela. No entanto, ele destacou que as peneiras voltaram a funcionar em dezembro.

Conforme verificaram os vereadores, o serviço oferecido pelo Daae na eficácia do tratamento do esgoto ainda é deficitário, já que a recomendação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) é para que 80% do esgoto seja tratado e o número da autarquia é de 68%.

Yashuda e Porsani entendem que a Estação está bem cuidada, mas o não funcionamento de alguns equipamentos tem dificultado o tratamento do esgoto. “Continuaremos acompanhando de perto, pois é extremamente necessário melhorar a eficiência da ETE. Além do cumprimento da legislação, é uma questão de comprometimento do nosso Município com a qualidade da água e com a proteção do meio ambiente”, afirmam.

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