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Mário Pinto e o desafio superado



Nadador araraquarense se torna o 29º brasileiro a cruzar o Canal da Mancha

Mário Pinto e o desafio superado

O nadador araraquarense Mário Pinto superou um dos maiores desafios de sua vida. No último dia 5 de julho, o atleta e treinador da equipe Apanara se tornou o 29º brasileiro a concluir a Travessia do Canal da Mancha, braço de mar que liga o sul da Inglaterra ao norte da França.
Considerada uma das provas de natação mais duras e desafiadoras do planeta, a travessia conta com um percurso de quase 34 quilômetros marcados por fortes ventos e água gelada. Mesmo com todos os obstáculos, Mário cumpriu a meta em 12h05m.
O nadador de 52 anos falou sobre a sensação de cumprir o desafio. “É a realização de um antigo sonho. Desde quando comecei a disputar maratonas aquáticas em 1991, acompanhava brasileiros que estavam tentando esta perigosa travessia, alguns com êxito, outros nem tanto, mas achava algo muito distante da minha realidade. Decidi em 2014 e a partir daí comecei a me informar e a traçar esse objetivo”, explicou.
Ao longo de sua carreira nas provas de natação, Mário se tornou um especialista em maratonas aquáticas, modalidade em que se consagrou com títulos estaduais, nacionais e internacionais. Mesmo assim, a Travessia do Canal da Mancha exigiu grande superação por parte do atleta. “A travessia do Canal da Mancha é considerada uma das mais difíceis do mundo. A baixa temperatura, a oscilação das correntes, o tráfego intenso de embarcações de grande porte e a grande distância. Nada parecido com as travessias que já havia realizado”, revela.
Mário conta que as dificuldades da travessia ultrapassam o âmbito esportivo. “A travessia do Canal da Mancha exige todo um planejamento à longo prazo, pois é muita cara. Por isto realizei esta única vez como maneira de encerrar minha carreira de maratonista aquático. Geralmente, nadadores que não conseguiram na primeira vez, tentam novamente”, salienta.

Preparação
A preparação de Mário para essa prova também foi cuidadosamente calculada. “O treinamento específico durou quase dois anos. Consistiu de preparação física fora d’água duas a três vezes por semana, e treinos de natação que chegaram na fase final a dois períodos por quatro a cinco vezes por semana. Uma nutrição especial também ajudou muito a suportar os treinos e exames médicos periódicos foram feitos para o controle da saúde”, relata Mário.
O nadador faz questão de agradecer a todas as pessoas e empresas que o apoiaram. “Neste desafio, tive o apoio de muitas pessoas, algumas delas estiveram ao meu lado todo o tempo. Quanto ao apoio financeiro, as empresas Graciano Chevrolet, Mackor, Colégio Objetivo, Diretalog Encomendas e o Nucleo de Apoio aos Atletas Paralímpicos (NAAP), equipe a qual represento nesta temporada, colaboraram com um percentual das despesas”, destacou.

O futuro
Com o objetivo alcançado, o araraquarense assegura que não pretende voltar a participar da prova no futuro. “Foi a concretização do meu sonho como nadador, exigiu uma preparação desgastante, a fuga da vida social, sacrifícios na vida familiar e profissional, que a partir de agora quero retomar”, justifica.
O nadador ainda não parou para analisar sobre seu cronograma de competições. Atualmente, ele disputa o Circuito Paulista de Maratonas em busca do seu 20º título estadual. “Acredito que devo disputar as provas até o final do ano, mas no momento penso mesmo em descansar, compartilhar com família e amigos este momento tão especial e com calma traçar as próximas metas”, conclui Mário.

Mário cumpriu a prova em 12h05m
Fotos: Arquivo pessoal

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