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Mães Guerreiras vão mobilizar o Brasil para manter benefícios a pessoas com deficiência



“Em nome das Mães Guerreiras eu digo que a Prefeitura ajuda sim, e temos muito apoio dos vereadores que compõem essa Casa. Não é verdade o que falam por aí, que não recebemos apoio da Prefeitura e da Câmara.”

Mães Guerreiras vão mobilizar o Brasil para manter benefícios a pessoas com deficiência

Duas oradoras, Aline de Lourdes Soares de Souza e Ana Paula Novaes Gomes da Silva, participaram da Tribuna Popular da Câmara, nesta terça-feira (4), para levar ao conhecimento dos vereadores as reivindicações grupo denominado “Mães Guerreiras”.

Aline informou que o grupo aderiu ao movimento #euempurroessacausa, para unir forças e ajudar as famílias de pessoas com deficiências que precisam do Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Isso tudo é para atender às necessidades mínimas dessas crianças. O critério não é compatível com a realidade financeira da maioria das famílias, que foram excluídas do benefício”, disse, enfatizando que a resolução do problema não cabe aos vereadores ou ao prefeito, pois, é de esfera Federal. “Em nome das Mães Guerreiras eu digo que a Prefeitura ajuda sim, e temos muito apoio dos vereadores que compõem essa Casa. Não é verdade o que falam por aí, que não recebemos apoio da Prefeitura e da Câmara.”

Ana Paula iniciou sua fala fazendo um breve relato de quem são as Mães Guerreiras. “Somos um grupo em torno de 50 mães, todas com filhos com deficiências. A ideia inicial foi fazer uma conexão de tudo o que é disponibilizado pelos setores público e privado, para poder viabilizar os cuidados essenciais que essas crianças precisam”, pontuou.

Lembrou que em Araraquara sempre contaram com apoio da gestão pública, mas que o maior problema entre as mães é a questão da renda, uma dependência do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), que garante um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais, que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.

Segundo ela, muitas Mães Guerreiras estão sendo cortadas do programa e ficando sem o pouco que recebiam para a manutenção de seus filhos. Elas descobriram um site com o movimento #euempurroessacausa, com uma Petição Pública para mudanças no Loas e foram convidadas para encabeçar esse movimento aqui em Araraquara. “Eu peço a ajuda dos vereadores, pois, entramos nisso pensando em nossos filhos, mas, a dimensão é muito maior. Sabemos que os senhores podem mobilizar deputados federais e viabilizar mudanças compatíveis com a realidade atual do Loas.”

            Movimento #euempurroessacausa

O Dia D do movimento acontecerá em 16 de fevereiro em frente às Prefeituras de todas as cidades do Brasil, com uma grande manifestação e captação de assinaturas para um abaixo-assinado, documento que vai reforçar as reivindicações das Mães Guerreiras.

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