Selecione a página

Greve geral leva cerca de mil pessoas às ruas de Araraquara

Estudantes, professores, sindicalistas e sociedade em geral participaram de mais um protesto contra o governo Bolsonaro nessa sexta-feira (14)

Greve geral leva cerca de mil pessoas às ruas de Araraquara

Ariane Padovani

As principais ruas do Centro de Araraquara foram mais uma vez tomadas por estudantes, trabalhadores, sindicalistas e população em geral, em protesto contra os cortes de verbas na Educação e a reforma da Previdência. Aproximadamente mil pessoas se reuniram na Praça Santa Cruz e, em seguida, marcharam pela Rua São Bento carregando faixas e cartazes contra o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL).

Grande adesão
De acordo com o presidente do Sismar (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região), Agnaldo Andrade, essa greve geral foi histórica pela quantidade de adesões. “Nós estamos assinando a lista de presença desde cedo. Nós nunca vimos um volume tão grande assim”, disse Agnaldo, se referindo à adesão dos servidores municipais, principalmente na área da Educação.

Paulo Sérgio Frigere, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara, falou à reportagem de O Imparcial que vários atos foram feitos na cidade e na região contra a reforma da Previdência, porque ela vai prejudicar o futuro dos trabalhadores. “Esse é um ato mais unificado e especificamente contra a reforma da Previdência. Hoje tem muitos servidores municipais e, acho que alguns metalúrgicos vão se engajar na hora da caminhada. Nesse momento é a população, estudantes, servidores e outras categorias que quiseram se engajar nesse ato”, destacou Paulo Sérgio.

Discordâncias
Durante a concentração inicial na Praça Santa Cruz, sindicalistas e estudantes da UNESP entraram em conflito sobre o percurso a ser seguido durante a passeata. O presidente do SISMAR disse que os estudantes estavam propondo algo diferente do que havia sido deliberado em reunião. “Nós os convidamos várias vezes, através de outras pessoas, a participar das reuniões, mas eles se recusaram. Eles não podem fazer um movimento à parte daquilo que existe. O movimento é contra a reforma da Previdência e à reforma da Educação. Essa é a nossa bandeira, essa é a nossa luta. O que sair disso, é um movimento social, aí você está sujeito a tudo, inclusive a esse ato aqui”, explicou Agnaldo.

Retrocesso
A deputada estadual Márcia Lia (PT) se juntou ao movimento por acreditar que o Brasil está vivendo um retrocesso. “Hoje é o dia da greve geral. O país inteiro está mobilizado. Fora Bolsonaro. Queremos também o respeito à aposentadoria, os direitos dos trabalhadores. E nós estamos aqui fazendo luta e resistência. Eu estou aqui junto com o pessoal para dizer que nós vamos vencer essa luta”, discursou a deputada.

Escolas sem aula
Segundo o apurado pela reportagem, quase toda a rede municipal de ensino foi atingida pela greve e, em várias escolas, não houve aulas. Os alunos do CAIC do Jardim Roberto Selmi Dei não tiveram aulas ontem.

Penetra
Rodrigo Ribeiro, assessor parlamentar do deputado estadual Douglas Garcia (PSL) e membro do Direita São Paulo-Araraquara foi hostilizado, enquanto observava a concentração dos manifestantes na praça. Um militante que estava em cima do caminhão de som o identificou no meio da multidão e o intimou a se aproximar, porém, ele deixou o local.

Convocação para a greve
Um órgão de imprensa divulgou nessa sexta-feira (14), mensagens que a gerente do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação, Bia Lia, sobrinha da deputada estadual Marcia Lia (PT), teria trocado com os servidores da rede municipal de ensino em um grupo no Whatsapp sobre a greve geral.

De acordo com a matéria, no dia 11 de junho, Bia Lia escreveu para as equipes gestoras das escolas municipais de Ensino Fundamental pedindo que comunicassem aos pais que não haveria aula na sexta-feira (14), mas que a greve geral não fosse mencionada.

Já no dia 13, foi repassada a informação de que a Prefeitura Municipal iria pagar o dia da greve para quem aderisse à paralisação.

Greve pelo Brasil
Em São Paulo, as linhas 1, 2 e 3 do Metrô fecharam parte das suas estações. As linhas 4 e 5 funcionaram normalmente. Os ônibus ficaram cheios devido ao grande número de passageiros que usaram esse meio de transporte como alternativa ao Metrô.

No Rio e em Niterói, o transporte público funcionou normalmente, apesar de algumas manifestações terem causado congestionamento nas duas cidades. Em Niterói, três manifestantes foram atropelados quando um carro furou o bloqueio.

A polícia prendeu 54 manifestantes que tentaram impedir a saída dos ônibus da Viação Teresópolis Cavalhada, na zona sul de Porto Alegre.

Em Ribeirão Preto, cerca de mil pessoas participaram da manifestação.

Em Curitiba, 10 mil pessoas participaram da caminhada pelo Centro da capital.

 

Últimos Vídeos

Carregando...

Charge

Publicidade

Publicidade

Arquivos

Publicidade