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Funcionários da Fungota querem redução de jornada de trabalho

Em reunião, nesta quarta-feira (24), serão elaboradas medidas que possibilitem baixar a carga horária para 30 horas semanais

Funcionários da Fungota querem redução de jornada de trabalho

Ariane Padovani

Funcionários da Fundação Municipal Irene Siqueira Alves (Fungota) estão organizando uma reunião para esta quarta-feira (24), na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, às 19h, para discutirem medidas a serem tomadas para a redução da carga horária de trabalho dos enfermeiros de 40 para 30 horas semanais.

De acordo com Claudemir Conte, funcionário da Prefeitura Municipal e Embaixador do GT/30 horas Fungota Araraquara, o objetivo é equiparar a jornada de trabalho da Fungota com a da prefeitura, alterada para 30 horas durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Barbieri. “Na Fungota existe uma jornada de trabalho que é inadequada pelo Conselho Regional de Enfermagem, pela ONU, pela Organização Mundial de Saúde e pela OIT. Então, nós vamos fazer um processo de luta para a construção da jornada de trabalho das 30 horas, equiparando aos profissionais de enfermagem da prefeitura. Na verdade, 30 horas é um horário fundamental, que o nosso próprio Conselho está defendendo”, explicou Claudemir.

O funcionário público disse ainda que uma das possíveis medidas a ser tomada é enviar um comunicado para o Prefeito Edinho Silva (PT) explicando o motivo da necessidade da redução para 30 horas. “Vamos retomar todo o apontamento político que pede, que é a carta aberta para a população, o comunicado para a administração indireta, no caso o secretário da saúde, o comunicado para a gestão da Gota de Leite, além de uma carta para o prefeito. Vamos articular tudo na quarta-feira e vamos fazer um comunicado. Além disso, vamos também, a partir de amanhã, fazer o contrato por escrito para a presidente do Conselho Regional de Enfermagem. Vamos comunicar o conselho para que esteja ciente do exercício político. E esse exercício político que estamos fazendo aqui é previsto dentro do nosso próprio código de ética. Então desde que a gente pratique ele dando ciência ao conselho e de uma forma onde vamos almejar isso de forma política, refletindo para o coletivo, vamos estar dentro das condições que pede e reza o código de ética, ou seja, sem problema nenhum”, detalhou Claudemir.

Profissionais doentes
Claudemir Conte destacou que 85% do quadro de funcionários da Fungota são mulheres e que elas estão adoecendo por conta da carga horária excessiva de trabalho. “Essa jornada de trabalho para as mulheres da área da saúde é completamente inadequada em detrimento do estresse e outros malefícios que essa profissão causa a esses profissionais. Sem contar que tem mais de oito suicídios dentro da categoria no Brasil inteiro, que é um número extremamente elevado, são profissionais com depressão. A própria presidente do Conselho Regional de Enfermagem do estado de São Paulo confessou que 60% dos profissionais estão adoecidos. Ou seja, a Gota de Leite tem uma jornada laboral inadequada para a enfermagem e nós vamos lutar para que saia de 40 para 30 horas, que é o horário recomendado”, finalizou.

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