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Festa do Baile do Carmo completa 130 anos como símbolo de resistência

Festa do Baile do Carmo completa 130  anos como símbolo de resistência

Ícone de uma tradição centenária, aliás, um dos eventos mais tradicionais da cidade Araraquara, o Baile do Carmo ocorre novamente no mês de julho. Símbolo de resistência e persistência, o Baile tem atualmente o objetivo de tornar a cultura afrodescendente e as festividades realizadas no mês de julho mais acessíveis à população.

Os organizadores do Baile se reuniram, na tarde da sexta-feira (25), com a vereadora Thainara Faria (PT), a presidente da Fundart, Gabriela Palombo, a secretária da Cultura, Teresa Telarolli, e o coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Luiz Fernando Costa de Andrade.

Em 2017, a Prefeitura não pôde investir na festa por conta do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que impede o poder Executivo de subsidiar eventos que cobrem entrada ou mesa. Como esse ano a Fundart se encontra no mesmo impasse, a vereadora reuniu-se com as partes para dialogarem sobre as possíveis ações para 2018.

Para o ano de 2019, a organização pretende preparar agendas que trabalhem a cultura negra, incluindo a representatividade no Legislativo com a primeira vereadora negra na cidade e exposições que contem a história de resistência do Baile do Carmo.

Thainara salientou que é preciso tratar da história e da cultura do Baile com a juventude que não faz parte das famílias tradicionais. “O Baile, desde seu início, não é totalmente inclusivo; têm as famílias mais tradicionais que participam. É preciso fazer algo que inclua esses jovens que não participam e não conhecem a história da comunidade negra aqui na cidade.”

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