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Ferroviária: Confira mais detalhes do novo investidor

Com foco na revelação de talentos e em acessos no Campeonato Brasileiro, grupo assumiria 49% das ações do clube-empresa

Ferroviária: Confira mais detalhes do novo investidor

Carlos André de Souza

Uma negociação que está em andamento deve alterar de vez o rumo da Ferroviária no futebol estadual e também nacional. Segundo informou o jornalista Rodrigo Viana em primeira mão na noite da última terça-feira (5) no programa ‘Bem Bolado’, da Rádio Morada, um grande investidor do futebol esteve em Araraquara nesta semana para adquirir grande parte das ações da S/A e fazer um investimento pesado no futebol do clube-empresa. Na quarta-feira (6), Viana explicou que o nome forte da nova parceria seria o empresário Saul Klein, herdeiro do fundador das Casas Bahia e que por muitos anos investiu no São Caetano. Ele viria junto Giuliano Bertolucci, mega-empresário envolvido em negociações de grandes atletas de clubes europeus. Também viria o supervisor Júlio Taham e o CEO Marcelo Teixeira.

Oficialmente, a Ferroviária não confirma a negociação, mas a equipe dos Campeões da Bola da Rádio Cultura ouviu Welson Alves Ferreira Júnior, o Juninho, ex-presidente da Ferroviária S/A que hoje atua como presidente do Conselho Deliberativo da Associação Ferroviária de Esportes. Juninho não confirmou nomes dos membros do grupo investidor, mas revelou que participou de uma reunião com os investidores e se mostrou animado com o projeto. Ele explicou que o grupo investidor irá adquirir a parte da empresa Know How, que é dona de 49% das ações do clube-empresa. A ideia é investir nas categorias de base, lucrar com jovens promessas e ao mesmo tempo fazer o time profissional alcançar divisões superiores do Campeonato Brasileiro.

“Presentão” para a Ferroviária

Welson Alves Ferreira Júnior, presidente do Conselho da AFE

Juninho destacou que o foco do investidor nas categorias de base pode fortalecer o futebol afeano. “Esse grupo está vindo para investir pesado na Ferroviária. É um grupo muito sério e será realmente um presentão para a Ferroviária. Esse grupo visa fazer um trabalho com meninos desde os 10, 11, 12 anos, que é o foco deles, para poder captar atletas e ter condições de mantê-los em condições de igualdade com grandes clubes. Sabemos que quando um atleta dessa idade começa a se destacar, ele vai sofrer assédio de times maiores e fica difícil, quebra o elo de ligação. E quando esse menino já tem 16, 17 anos, e sabemos que é um craque que realmente trará dividendos para a empresa, ele quer jogar no time profissional e às vezes é difícil. Então esse grupo quer participar dos direitos econômicos do jogador para negociar na Europa e tudo mais. Esse é o interesse dessa empresa, que vai investir forte nas categorias de base da Ferroviária e com isso fortalecer o projeto Ferroviária S/A”, explicou.

Conselho ainda debaterá o assunto

Juninho esclareceu que o acordo ainda não foi assinado e precisará passar pela aprovação do Conselho, que analisará o assunto antes de acatar a decisão. “É um grupo novo. A imprensa vai saber os detalhes e será feito um documento para apresentar esse grupo à cidade. Como presidente do Conselho, fui convidado para participar de uma reunião com eles e deixaram uma impressão muito boa para nós. É um grupo sério, que vem para ajudar muito a Ferroviária nesse projeto de manter o clube. Sabemos que futebol é difícil. Em um ano se vende um jogador por um milhão de reais, mas o déficit é de três milhões. Todo ano se aumenta esse déficit e chega uma hora que fica insustentável. Se você tem um parceiro forte que vai bancar isso, dá um fôlego para o clube manter seu projeto”, salientou.

Sem euforia

O presidente do Conselho também prega que o investimento trará uma evolução gradativa. “Não tem nenhuma loucura e a Ferroviária não vai ser o primo rico do Interior, de forma alguma. É um grupo totalmente sério e a cada real investido vai querer cobranças, mas vai dar um pouco de folga para a diretoria e pelo menos o clube terá de onde tirar um pouco mais de dinheiro para buscar um jogador”, destacou.

Buscando voos mais altos

O ex-presidente da Ferroviária S/A explicou que a nova parceria deve fazer o clube alçar voos mais altos. “Hoje o futebol depende muito do prefeito Edinho Silva como institucional para trazer os patrocinadores para o clube. Chega uma hora que esse modelo fica pequeno para o projeto da Ferroviária. Esses patrocínios ajudam muito, mas quando você quer um investimento maior, você tem que ter um parceiro grande ao seu lado”, declarou Juninho.

Ferroviária nunca deixará Araraquara

O dirigente também falou sobre a grande preocupação dos torcedores afeanos, que é de a Ferroviária deixar Araraquara no futuro. Segundo ele, não existe essa possibilidade. “É uma empresa fechada, mas pelo estatuto da S/A, nenhum acionista pode ter mais de 49% das ações totais. Isso garante que a Ferroviária seja um clube da cidade e que nunca sairá da cidade. Você vê o modelo que foi feito no Bragantino e nada impede que daqui a dois anos o Bragantino saia de Bragança. Isso nunca acontecerá com a Ferroviária. Esse grupo que vem não tem nenhum interesse político ou de gestor, mas vem com interesse financeiro mesmo”, garantiu.

Atletas do Paulistão ficarão para a Série D

Outra medida que é vista com bons olhos pelos afeanos é a possibilidade de acertar contratos que possibilitem segurar os atletas para a Série D do Brasileiro após a disputa do estadual. “O trabalho do ano que vem já começa com a contratação de jogadores que disputarão o Paulistão e já vão ter contrato para a Série D do Brasileiro, coisa que a Ferroviária não vinha tendo condições de fazer. Acabava a verba da televisão e da Federação Paulista, o clube ficava sem receita, tinha que desmontar o time e começar um trabalho novo para a Série D. Mas tudo vem com trabalho, pois sabemos que o futebol não é uma equação exata”, disse Juninho.

Paciência e tempo para trabalhar

Juninho pede que os torcedores compreendam que o trabalho precisa de tempo para começar a dar frutos e que os setores da Ferroviária devem trabalhar em total sintonia. “É um projeto que será de cinco a sete anos. Então precisa que a cidade, a diretoria e todos falem a mesma língua. Não pode ter uma divisão política dentro do clube, tem que ter uma harmonia, porque o projeto é longo, para poder revelar e quem sabe em cinco anos levar a Ferroviária à Série B do Campeonato Brasileiro”, acrescentou.

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