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Bolsonaro é esfaqueado e passa por cirurgia em Minas Gerais



O candidato fazia campanha em Juiz de Fora no momento que sofreu o ataque. O autor da agressão foi preso em seguida

Bolsonaro é esfaqueado e passa  por cirurgia em Minas Gerais

O candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, levou uma facada na região do tórax durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) na tarde dessa quinta-feira (6). Ele passou por cirurgia e passa bem.

Bolsonaro estava sendo carregado por apoiadores, quando fez uma expressão de dor e foi retirado do local. O deputado foi retirado às pressas, em um carro da Polícia Federal, e levado para a Santa Casa de Misericórdia da cidade. Ao chegar ao hospital, ele fez um ultrassom, quando foi identificada a necessidade de uma cirurgia, pois seu intestino foi afetado. Ele também precisou fazer transfusão de sangue. Bolsonaro era acompanhado por seguranças da Polícia Federal e usava um colete à prova de balas no momento do ataque.

Acusado foi preso

Segundo o comandante do 2º Batalhão da PM de Juiz de Fora, tenente-coronel Marco Antônio Rodrigues de Oliveira, o suspeito Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso no local e alegou que tentou ferir o candidato Jair Bolsonaro por ter divergências de ideias e pensamentos com ele. “Ele falou que foi uma questão pessoal dele. Depois não manifestou mais nada”, disse o militar. Bispo não tem nenhuma filiação partidária.

Já na delegacia, o acusado confessou que, entre outras coisas, a polícia não entenderia os motivos do ataque, um deles é que “foi a mando de Deus”. O homem mora em Montes Claros (MG) e atualmente está desempregado. Uma das últimas ocupações dele foi como servente de pedreiro. Nas redes sociais, Adélio é um crítico recorrente de Bolsonaro.

Repúdio

Todos os candidatos à presidente emitiram nota de repúdio a violência sofrida por Bolsonaro e entenderam o fato como um ataque à democracia.
Para Rodrigo Ribeiro da Direita São Paulo – Araraquara, o ataque à democracia foi realizado por um indivíduo de ideologia de esquerda, conforme seu facebook. Para Rodrigo, o discurso do PSOL, partido a qual o acusado foi filiado até 2014, é de enfrentamento e incita à revolta. “Nós apoiadores de Bolsonaro, que acreditamos na liberação de armas, não somos adeptos de ganhar no grito ou na violência. Uma atitude inadmissível”, opinou.

PT nacional

Em nota, o Partido dos Trabalhadores lamentou a violência. “Acho lamentável. Não podemos incentivar o ódio. Quem fez isso não pode ficar impune. Isso não pode acontecer em um país democrático”, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffman.
A democracia exige respeito, e o fato apuração. Não podemos permitir que atos isolados criem ainda mais divisão entre a população, política é diálogo, transparência e honestidade e confronto apenas no campo das ideias.

Nota do Diretório local do PT

“O Partido dos Trabalhadores em Araraquara repudia atos de violência contra qualquer pessoa. Repudia todo e qualquer discurso de ódio e espera que toda pessoa autora de violência seja devidamente identificada e responsabilizada”.

PSOL

A direção do PSOL em Minas Gerais confirmou nessa quinta-feira (6) que o suspeito de ter esfaqueado o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, foi filiado ao partido por pelo menos sete anos. A presidente do diretório mineiro do partido, Maria da Consolação Rocha, repudiou o ataque sofrido por Bolsonaro e disse não se lembrar do histórico de militância de Adélio junto ao partido. Em sua página no Facebook, o diretório  mineiro emitiu uma nota condenando o ataque.

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