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Você faz a História

Márcio Santos, o carismático!
Participou do processo de implantação da TV Canção Nova, que hoje ganhou o mundo

Márcio Santos ajudou a criar a TV Canção NovaCélia Pires

Ao contrário do que muita gente pensa, Márcio Eduardo dos Santos, não nasceu em Araraquara e sim em Pacaembu, região de Presidente Prudente, no dia 8 de dezembro de 1968. Quando tinha dois anos, a família mudou-se para Glória de Dourados, Mato Grosso, onde o pai era proprietário de uma fazenda. Posteriormente, a família se mudou para Mirandópolis e em 1978 para Araraquara. Márcio tinha 10 anos. E assim o jovem cresceu na Morada do Sol, onde passou por escolas como “Narciso da Silva César” e “Colégio Duque de Caxias”, onde cursou processamento de dados.

Mas ele também se recorda com orgulho e alegria quando fez parte da Guarda Mirim, pois chamava o pré-adolescente à responsabilidade. “Isso me trouxe dinamismo e o saber trabalhar com adversidade e a diversidade. Sem conformismo”.

Para Márcio Santos, hoje é necessário que se repense a questão do pré-adolescente e do adolescente no trabalho, mas sem que se coloque o fardo de que o mesmo seja o mantenedor da família, mas para que se mantenha e tenha estímulo. “Hoje o grande problema desses jovens é a falta de compromisso, não saber o valor do dinheiro, de quanto é gostoso e prazeroso você trabalhar”.

Márcio em sua pré-adolescência foi coroinha na igreja de São Geraldo, quando o pároco era o Pe. Armando Salgado. “Minha mãe sempre participou ativamente na igreja e como eu tinha alguns amigos da Guarda Mirim que eram coroinhas e que sugeriram que eu fosse. Foi uma história muito legal”.

História essa que o levou para a Renovação Carismática, onde acabou ocupando um espaço de liderança. Atirado, participou de inúmeros encontros em vários estados do país.

Equilíbrio
Paralelamente à Renovação Carismática, Márcio tinha contato com os Verbitas (Verbo Divino) e, consequentemente, com a Teologia da Libertação que parte para ações mais sociais, como a Pastoral da Terra.

Mas ao contrário de muitos que entram em conflito por não conseguirem entender esses movimentos, Márcio encontrou o equilíbrio, ou seja, de um lado a espiritualidade da Renovação e de outro a ação social, com a Teologia. “Pois não adianta você falar de Deus para o pobre que está de barriga vazia”.

Marcio chegou a fazer vários cursos de reciclagem para padres, em São Paulo. Ele e uma amiga eram os únicos leigos numa turma de 30, entre padres e freiras. “Ai você começa a abrir a mente, o que nos motivou a entrar, de repente, no mundo da política, pois não adianta ficar só pedindo a Deus que resolva os seus problemas. Deus te usa como instrumento para que você possa fazer essa ação acontecer”.

E foi nesse passado que viveu, dentro da Renovação Carismática juntamente com a Teologia da Libertação, que conseguiu estar junto com a Canção Nova e trazendo a TV Canção Nova para Araraquara na década de 90. “Quando conversei com Pe. Jonas (Abib) num congresso no Rio de Janeiro, a Canção Nova apenas era rádio. Disse a ele que eu tinha 18 anos e se dependesse de eu ficar ouvindo ondas curtas, ondas médias, ondas tropicais que ele poderia fechar a rádio. Sugeri que partíssemos para uma outra coisa”.

Como tinham amizade com Robertinho Montoro acabaram comprando na época, um horário na TV Morada do Sol e deram início aos programas na abertura e fechamento da rede. “A rede cuja sede é em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, cresceu e nós crescemos juntos a ponto de hoje nossa geradora de TV contar com mais de 450 repetidoras, estando presente em quase todas as capitais”, diz. Ele acrescenta que num livro escrito por Pe. Jonas sobre a história da Canção Nova, ele cita que a TV que evangeliza nasceu em Araraquara.

Márcio Santos não está mais diretamente ligado a Canção Nova. Hoje ele estuda no Instituto de Filosofia em São Carlos, onde cursa diaconato.

Política
Quando estava na coordenação da Renovação Carismática, Márcio Santos achava importante que alguém se lançasse politicamente. Por conta dessa e daquela desistência acabou sendo ele próprio candidato. Foi o mais jovem vereador eleito em Araraquara. Tinha 21 anos. Ele não se esquece de uma frase de Dom Constantino que disse que o abençoava se fosse para defender o povo e não a igreja e de uma matéria do jornal O Imparcial feita pelo jornalista Beto Caloni, cuja manchete era: “Márcio Santos na cova dos leões”.

Santos também chegou a disputar para deputado estadual ficando na suplência do PSDB, em 1989. Isso abriu para ele muitas portas no universo político e durante algum tempo prestou assessoria na parte política da Canção Nova fazendo todo trâmite em Brasília justamente na conquista de retransmissores da geradora. “Permaneci lá trabalhando com algumas empresas na área de combustível, paralelo a isso fazia assessoria para deputados de vários estados, pois dentro da Renovação Carismática tínhamos um Conselho Político. Fiquei no eixo Brasília – Belo Horizonte – Espírito Santo durante muito tempo, mas de Araraquara nunca mudei”.

Nessas viagens constantemente encontrava o hoje prefeito Marcelo Barbieri, que o convidou para vir ajudá-lo na campanha.

Com o convite ele parou para refletir na família, pois ficava fora de segunda a quinta e mal via os filhos crescerem. Ficar para ele foi uma decisão acertada. No primeiro ano de governo atuou como secretário de Administração e atualmente exerce o cargo de diretor administrativo da CTA, Companhia Troléibus de Araraquara.

Família
Márcio é filho de Milton e Terezinha e irmão de Marcos e do conhecido músico Miltinho. Casou-se com Marlene no dia 15 de julho de 1994. O casamento foi celebrado pelo Pe. Jonas. O casal tem três filhos: Vinícius, Vitória e Vivian.

Para Márcio, a família é o embrião de tudo, onde se aprende a tolerância, a convivência, o ceder, o amar, o respeitar as diferenças.

Sobre o que significa Araraquara, ele explica que cidade onde a pessoa nasce não dá para escolher, mas que ele teve a graça de poder escolher a cidade onde viver. “Araraquara é a cidade que eu gosto, nascida de coração, por todos os fatores, por toda a história que representa na minha vida. O título de Cidadão Araraquarense eu recebi quando fui eleito vereador”.

Sobre definir quem ele é, Márcio responde prontamente: “sou ainda um alguém em construção, sempre procurando ser alguém melhor”.

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