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Uniara agora é universidade

O Reitor do Centro Universitário de Araraquara – Uniara, professor doutor Luiz Felipe Cabral Mauro fala sobre a notícia recebida no dia 15 de julho, do Ministério da Educação que o Ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, aprovou a Portaria nº 612, que transforma o Centro Universitário de Araraquara em Universidade de Araraquara.
O Reitor explica que agora, como universidade, a Uniara tem condições de expandir, de crescer. “Temos autorização para montar cursos fora da sede. Isso vai nos permitir crescer para algumas cidades no interior de São Paulo, onde a gente possa desenvolver cursos na área de engenharia e de saúde dependendo da demanda e da região”, diz acrescentando que cursos como o de medicina, por exemplo, precisa da aprovação do MEC e das condições da universidade de manter o curso.
Por outro lado o fato de ser universidade é importante também para o desenvolvimento da parte de pesquisa. “Temos cinco cursos de mestrado e dois de doutorado. Esses cursos representam níveis de pesquisa muito acentuados. Temos um doutorado em medicina regenerativa e outro em meio ambiente. A partir desses doutorados temos desenvolvido uma série de pesquisas que vão permitir que se possa auxiliar no desenvolvimento dos trabalhos de medicina regenerativa, que é algo novo, e na área de meio ambiente que é algo que também está se desenvolvendo. É pretensão da instituição passar a desenvolver junto com outras instituições, outras universidades, inclusive do exterior, parcerias que vão permitir que isso possa ser feito em conjunto”.

Campus
Quanto ao campus, o Reitor diz que o mesmo está bem localizado na entrada da cidade, em frente à Rodovia Washington Luiz e que existe um anteprojeto para a construção dele. “Pretendemos concentrar lá todos os nossos cursos. Isso vai permitir que, talvez, a gente possa dar um ordenamento um pouco melhor na questão estrutural. Evidentemente que isso vai depender de recursos que nós estamos tentando disponibilizar para poder implantar, mas é pretensão nossa a implantação do campus”.
Quanto aos recursos, enquanto universidade há mais facilidade de se fazer convênio e trabalhar com parcerias com laboratórios, instituições de fomento que vão permitir o desenvolvimento de pesquisa na área de tecnologia.

Pretensão
A instituição tem hoje cerca de dez mil alunos, sete mil na presencial e cerca de três mil no ensino à distância. “A nossa pretensão é crescer. Não queremos de forma alguma ser uma mega universidade. Acima de certo número de alunos ela perde a sua identidade. Queremos ser uma instituição de porte médio, que mantém uma qualidade de ensino, com condições para que a comunidade possa estudar, com preços acessíveis e que permita que se desenvolvam esses projetos de pesquisa”.

Ser universidade
A universidade é uma reunião de instituições de cursos de graduação e pós-graduação com autonomia para poder administrar e com possibilidade de se desenvolver o tipo que se deseja de projeto. “Por exemplo, para ser universidade é preciso que se tenha 4 mestrados e dois cursos de doutorado. É a condição fundamental. Nós temos cinco de mestrado e os dois de doutorado, ou seja, a condição fundamental foi atendida, o que permitiu que se fizesse a transformação.
O Reitor explica que também é necessário que se tenha 1/3 de seus professores em tempo integral. A Uniara atende esse quesito. “Também é preciso o desenvolvimento de pesquisas com outras instituições. Nós temos convênios com a UNICamp, com a Unesp, com a USP, o que precisava para iniciar o processo. Em função disso a Uniara passa a ter essa autonomia para poder crescer para outros lugares”.
A crise é grande e a Uniara não fugiu dela, e por conta disso, a mesma perdeu através do Fies, um financiamento estudantil que foi cortado drasticamente -um grande número de alunos, cerca de 400 estudantes. “ Fies é um instrumento que deverá no futuro permitir ao estudante o acesso à universidade às pessoas que não têm possibilidade de pagar e nós queremos criar uma instituição que seja possível através desse tipo de financiamento ou de outros, o alunos menos privilegiados tenham acesso à instituição. No passado e até há pouco tempo nós tínhamos um grande problema para se estudar nas universidades públicas. Era um problema econômico, onde normalmente as pessoas que não tinham um poder econômico elevado não conseguiam acesso à universidade pública, pois o acesso é feito através de conhecimento e evidentemente o conhecimento o aluno pode estudar numa escola particular, não precisa trabalhar. Na realidade privilegia muito o aluno mais favorecido economicamente do que o não favorecido. Então, a universidade pública passou a ter na realidade uma elite de pessoas e isso é muito ruim, mas se criou cotas o que minimizou, mas isso ainda não é o suficiente. O que nós queremos é que esses acessos não sejam feitos a nível de conhecimento, mas a nível de inteligência, pois a inteligência não é privilégio dos ricos. Em tese, se você fizer um tipo de processo que permita você sentir a capacidade de cada um, você vai ter uma série de pessoas pobres e ricas que é mais justo do que aquele que privilegia somente as pessoas mais favorecidas. Este é um tema ao qual pretendemos que a nossa universidade esteja enquadrada”.

Canal de comunicação
Luiz Felipe ressalta que a universidade está localizada em uma região muito importante que vai permitir que muita gente possa usufruir desses benefícios.
Para ele, é um orgulho muito grande ter participado do crescimento do que era apenas um colégio, o São Bento e vendo hoje o mesmo transformado em universidade. “A minha vida toda fui professor e por força das circunstâncias, infelizmente deixei de lecionar, mas sinto falta, pois era um canal de comunicação muito importante, pois sente a realidade, mas independente disso, mantenho um canal de comunicação muito grande com os alunos. Recebo em torno de 80 e-mails de alunos por dia, muita coisa pedindo, principalmente, por causa da crise, mas não deixo de ter essa relação com eles e, evidentemente, sempre na minha vida eu pensei e desejei que Araraquara e região pudessem ter uma universidade, e agora vamos fazer com que ela cresça com qualidade e que possa atender a comunidade. Nós temos hoje 432 professores e quase 400 funcionários que é um número muito grande. São famílias que vivem disso aqui. Todos estão sentindo a mesma sensação que eu e espero que esse sentimento se traduza por toda Araraquara, que acredito, pois tenho recebido muitos cumprimentos de muita gente. Quem fez isso foi uma equipe. É um trabalho de professores, de funcionários

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