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Subestação Araraquara 2 será energizada no domingo

Investimento de R$ 750 milhões possibilitará a distribuição de energia elétrica de Araraquara para o Sul do Brasil e parte de Minas Gerais e Rio de Janeiro

A Subestação 2 da Araraquara Transmissora de Energia S/A será energizada neste domingo, dia 3 de junho, e passará a fazer parte do SIN (Sistema Interligado Nacional), formado pelas empresas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte.

A conexão da Subestação, a maior do País, será feita com as subestações Araraquara CTEEP e Araraquara Furnas, segundo Giovanni Sanguinetti, coordenador da Subestação 2.

Até o final deste ano, a Subestação deverá receber a primeira linha da energia produzida nas usinas hidroelétricas do Rio Madeira. A segunda linha, cuja construção começou semana passada, deverá ser concluída até o final de 2013.

O investimento total na Subestação, até 2013, é de R$ 750 milhões. A energia elétrica será distribuída de Araraquara para o Sul do Brasil, e partes de Minas Gerais eRio de Janeiro. O empreendimento deve gerar centenas de postos de trabalho diretos.

Para o prefeito Marcelo Barbieri, que apoiou a instalação da Subestação na cidade, “além dos impostos que serão gerados, o empreendimento vai gerar centenas de postos de trabalho. O alto potencial energético do município vai contribuir para a atração de empresas e novos empreendimentos”.

Acesso

O prefeito Marcelo Barbieri destaca que a pavimentação do trecho de 4,15 km do acesso à subestação – estrada vicinal Bocaiúva 2- será entregue no início de junho. A obra é resultado do contrato de cooperação entre a Prefeitura e a Transmissora de Energia Araraquara. O trecho recebeu pavimentação asfáltica e sinalização.

A pavimentação facilita o transporte dos prestadores de serviços e fornecedores da Subestação, e também é um importante ganho aos moradores da Bocaiúva que usam o transporte coletivo.

Segunda linha

A construção da segunda linha de transmissão que vai ligar o complexo hidrelétrico do Rio Madeira, em Rondônia, a Araraquara, começou na semana passada com a emissão da licença de supressão de vegetação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A previsão é que a linha fique pronta até o final de 2013.

O segundo circuito da linha de transmissão de 600 quilovolts (kV) de tensão irá escoar a energia gerada pelas hidrelétricas do rio Madeira, Jirau e Santo Antônio, de Porto Velho (RO) a Araraquara (SP).

A responsável pela obra do segundo circuito é a Construtora Integração, empresa resultante do consórcio Norte Brasil Transmissora de Energia S.A. formado pela Eletrosul (24,5%), Eletronorte (24,5%) e Abengoa (51%). A execução ficará a cargo das empreiteiras Schahin Engenharia S.A., Alta Energia e Toshiba Infraestrutura América do Sul.

De Araraquara, a energia será distribuída para todo País pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). A implantação da linha contribuirá para a melhoria do sistema, diminuindo os riscos de apagões e possibilitando maior eficiência eletroenergética.

A maior linha de transmissão em corrente contínua em execução no mundo terá mais de 2.410 quilômetros de extensão. Cada construtora ficará responsável por um trecho: Schahin, de Araraquara a Rondonópolis (MT); Alta Energia, de Rondonópolis a Comodoro, na divisa entre Mato Grosso e Rondônia; e a Toshiba, o trecho dentro desse último estado.

A linha atravessará 85 municípios nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Durante a obra, serão gerados aproximadamente 4.800 empregos diretos e 7.500 indiretos.

Na extensão da linha, serão instaladas 4.327 torres a uma distância de 557 metros entre uma e outra. Segundo o Ibama, durante o processo de licenciamento,foram adotadas medidas para minimizar o impacto ambiental na implementação do linhão. Entre elas, a redução em 14,3% da área de floresta a ser suprimida para viabilizar o empreendimento.

No início deste ano, foi assinada a ordem de serviço que permitiu o início da montagem dos canteiros e outras atividades como o levantamento topográfico das áreas. Estão previstos oito canteiros principais de obras e outros 21 de apoio, distribuídos ao longo do trecho.

Este é o último projeto de interligação do sistema de transmissão das hidrelétricas do Rio Madeira. Outra linha, com 2,3 mil quilômetros de extensão, integra o conjunto que será responsável pelo transporte da eletricidade gerada pelas usinas do Madeira até a Subestação de Araraquara, o IE Madeira, formado pela Cteep (51%), Furnas (24,5%) e Chesf (24,5%), as duas últimas do grupo Eletrobras. O investimento é de R$ 3 bilhões e a previsão de entrega dessa linha é dezembro deste ano.

A interligação das usinas do rio Madeira com o Sudeste do Brasil representará um acréscimo na capacidade instalada de 6.900 MW, além de somar mais 5,2% ao total de linhas de transmissão existentes em todas as regiões em País e 2% no total da capacidade de transformação atualmente existente.

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