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Serginho Gonçalves: missão é ajudar os mais necessitados

Célia Pires

Por onde vai Serginho Gonçalves é abordado. São pessoas que pedem, outras que agradecem. Antes de entrar no cenário político da cidade já se destacava por seu trabalho social. As pessoas menos favorecidas tinham dificuldade em falar com as autoridades para resolução de algumas questões e ele ajudava a terem acesso aos mesmos.
Serginho também aprendeu como se renova Carteira de Habilitação para ajudar os mais carentes.
Durante muito tempo atendia a população numa sala cedida por Marcelo Barbieri num prédio ao lado do Casuco para realizar seus trabalhos sociais. Ali ajudou muita gente e fez a diferença na história de várias pessoas, pois brigava pelos direitos dos menos favorecidos.
Muitas dessas histórias marcaram, como a doação de camas para uma avó que estava cuidando dos netos que foram abandonados pela mãe. “Eles estavam dormindo no chão. Quando chegamos com as camas, colchões e as roupas de cama doadas pelo José Carlos Cardoso tamanha foi a alegria deles que nos emocionou”.
Serginho sempre tenta atender todo tipo de pedido, principalmente os que envolvem trabalho e doença, como a mulher que precisava de uma máquina de costura para trabalhar, outra que pedia a doação de uma geladeira, pois tinha que guardar a insulina na geladeira da vizinha e a criança que precisava de leite especial por ter ‘ossos de vidro’. Todos foram atendidos.

Política
Não queria entrar para a política, mas o incentivo das pessoas o convenceu que poderia ajudar muito mais as pessoas.
No início quando resolveu se lançar candidato a vereador pelo PMDB não conseguiu legenda, pois no dia de receber a mesma alegaram que tinham esquecido de fazer sua inscrição. Foi em 2000.
Em 2004 novamente não conseguiu legenda pelo PPS.
Em 2008 foi quando Serginho conseguiu a legenda pelo PMDB, sendo eleito com 1767 votos. “E sem nenhum centavo no bolso”.
E vereador, ajudava as pessoas em busca de emprego a fazerem os currículos utilizando as 800 cópias a que tinha direito na Câmara. “Eu distribuía os currículos para várias empresas”, diz ressaltando que lamenta que o uso do xerox, principalmente para essa finalidade tenha sido proibido. “Se a pessoa está pedindo é porque necessita. Quantos não perdem um serviço por não levarem o currículo?”.
Serginho é muito procurado pelos menos favorecidos até hoje, pois seu trabalho social nunca parou. “Eu vou até às pessoas fico feliz de poder ajudar, pois tem gente que não tem nenhuma noção de seus direitos”.

Bases sólidas
Antônio Sérgio Gonçalves, mais conhecido como Serginho Gonçalves, nasceu em Araraquara no dia 21 de junho de 1959. É filho de Nair Donato Lopes Gonçalves e de Osvaldo Gonçalves de Jesus e irmão de Marcos, Maristela e Fátima.
É casado com Eloá Gonçalves desde 1980. Dessa união nasceram Daiane, Mariana e Érico Michel. Ele cita orgulhoso o nome dos netos: Victória, Caio Luis, Jenifer e Mateus.
Para ele a família é a base de tudo e quem o conforta é Deus.
Ele que cresceu no bairro de São Geraldo se lembra do famoso ‘buracão’. “Que beleza que era essa época. Eu era criança e ia na igreja do São Geraldo e quando chovia enchia aqueles buracões d’água e a gente ia nadar naquele barro. Eu me lembro que quem começou a fechar os buracos do bairro foi o Lupo. Também adorava soltar papagaio (pipa) e jogar bola no rapadão na Rua 9, campo de terra com duas traves”.
Serginho estudou no Sesi e na Industrial onde parou no que corresponde ao segundo colegial, mas ele pretende terminar e cursar Direito.
Depois que parou de estudar para ajudar a humilde família, Serginho foi trabalhar como motorista. Com um caminhão puxava turma para a empresa Bandeirantes. “Levantava quatro horas da manhã para ir para a roça cortar cana. Como eu era motorista chegava lá no local de trabalho para não ficar parado eu também cortava cana para ganhar o dia. Assim, além de ganhar dirigindo o caminhão também cortava cana que era paga por metro. Era na Usina Tamoio”, relembra, acrescentando que também chegou a abanar café (depois que os grãos são derrubados e rastelados).
Também trabalhou na Doméstica, depósito de gás e na Ultragaz, na CTA, na época em que os ônibus eram elétricos. Sempre como motorista.
Quanto a CTA de outrora, ela conta que era uma empresa difícil de contratar tanto motorista quanto cobradores, tal a excelência exigida desses profissionais. “Eu fico sentido e ao mesmo tempo admirado ao ver uma empresa como essa dizer que está falindo. Era uma das melhores empresas para se trabalhar na região. Alguma coisa errada tem”, acrescentando que ainda não era vereador quando foi procurado por uma pessoa que admirava seu trabalho social e por brigar pelas coisas justas que passou várias ações da CTA para seu nome. “Tenho mais de 18 mil ações e nunca fui chamado para opinar sobre nada”.
Também foi coordenador de muro na campanha do prefeito Marcelo Barbieri.

Vou voltar
Há um ano e meio Serginho Gonçalves foi protagonista de vá uma questão envolvendo apreensão de documentos e equipamentos de seu gabinete na Câmara Municipal levaram todos para recolhimento de provas no caso de troca de favores por votos e apropriação de parte do salário dos assessores para financiar campanha. “Foi muito triste. Nenhum colega de vereança veio em minha defesa”.
Serginho alega que não foi cassado, mas não foi diplomado, embora o laudo da Polícia Federal não tenha apresentado nada. “Me condenaram antes de ver o laudo”, diz indignado. “Mas eu vou voltar”.

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