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Sem apoio estadual ou federal, prefeitura busca parceria para conter cratera no Indaiá

O buraco que mede cerca de 150 metros de comprimento por 15m de profundidade, existe desde 2015 e nada foi feito



Sem verbas dos governos federal e estadual, a prefeitura de Araraquara busca uma parceria com a iniciativa privada para solucionar uma erosão de cerca de 150 metros de comprimento por 15 metros de profundidade no Jardim Indaiá, segundo cálculo estimado pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos. A cratera fica em uma área que pertence ao Município, entre o Indaiá e os fundos do Jardim Zavanella, na região nordeste da cidade.

O prefeito Edinho esteve no local na manhã dessa quarta-feira (17) para acompanhar a situação da erosão. Os secretários João Bernal (Obras e Serviços Públicos), Luciana Gonçalves (Desenvolvimento Urbano) e Donizete Simioni (Gestão e Finanças) o acompanharam.

Segundo João Bernal, o problema se arrasta desde 2015, quando fortes chuvas levaram a um deslocamento na saída da galeria, onde as águas de uma nascente (misturadas com as águas das chuvas) desembocam no Córrego Serralhal. Esse córrego, por sua vez, se junta ao Córrego das Cruzes e chega até a represa de captação de água do Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgotos), no Jardim Botânico.

Desde então, por falta de ação do poder público, os tubos foram se rompendo e a erosão cresceu. “Foi um ‘efeito dominó’. Começou a cair a tubulação uma por uma, em uma média de 50, 60 metros por ano. É uma situação terrível e um dano ambiental incalculável”, afirma Bernal. “Não foi feito nenhum trabalho de manutenção e não foi dada atenção aos mananciais”.

Assim que a nova gestão tomou ciência do problema, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos tomou medidas para, em um primeiro momento, estabilizar a erosão e evitar o aumento da cratera, que vai em direção à Rua Luiz Sotratti.

De acordo com estimativa de Bernal, a resolução definitiva do problema (novo aterramento do solo e recomposição da galeria) poderia custar pelo menos R$ 700 mil. A obra levaria de quatro a cinco meses. Por isso, existe a necessidade de estabelecer a parceria para reduzir o valor.

“A Prefeitura passa por situação financeira muito difícil. Há uma empresa que dispõe de um volume grande de terra e vamos tentar essa parceria para recompor o solo e, depois, repor a galeria. Queremos resolver ainda neste ano”.

Plano Diretor

Para Luciana Gonçalves, é preciso rever a ocupação do solo da região e o caminho feito pelas águas dos córregos. “Essa erosão mostra um descaso, um abandono. Isso não abre do dia para a noite. É um solo arenoso, de fácil desmoronamento”, opina.

Uma revisão do Plano Diretor é necessária, de acordo com a secretária. “Para 2018, estamos planejando começar as discussões sobre um Plano Diretor que trabalhe com a drenagem do solo”, conclui.

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