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Roberval Fraiz firma parceria usando condenados para limpar bairro

Roberval Fraiz firma parceria usando condenados para limpar bairro

Quem caminhava pela calçada da Avenida Rômulo Lupo, logo na entrada do Parque das Laranjeiras, certamente encontrava muita dificuldade devido ao mato alto que avançava em direção a rua. Essa semana um rapaz passou a fazer ali o trabalho solitário de retirada do matagal. Ele é um condenado da Justiça com pena alternativa, que agora participa de um convênio firmado pelo vereador Roberval Fraiz (PMDB) para que a limpeza do bairro seja feita por jovens com esse com a missão de pagar por um crime cometido no passado.
“Firmamos uma parceria envolvendo a Central de Penas e Medidas Alternativas, a Capela de Santa Rita de Cássia e a Secretaria de Governo que autorizou a limpeza inicialmente no bairro onde eu moro, o Parque das Laranjeiras. Estão sendo feitas as limpezas dos canteiros centrais e das calçadas”, diz o vereador Roberval Fraiz que emprestou até algumas ferramentas ao jovem de 23 anos, cujo nome foi preservado.
Ele foi condenado a pouco mais de três anos de prisão por tráfico de drogas. Ficou um ano e seis meses atrás das grades e parte da pena transformada em prestação de serviços comunitários. São 52 horas para trabalhar e a atividade definida foi o corte de mato no Parque das Laranjeiras. “Estou tendo uma oportunidade de ressocialização em prol da população limpando o mato porque a coisa estava feia e nem dava para as pessoas andarem.”
De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP), são mais de 16 mil apenados cumprindo a medida atualmente em mais de 60 Centrais. Desde que o projeto entrou em vigor, em 1997, mais de 100 mil pessoas já transformaram a sua pena em algo prático. Em Araraquara, mais de 150 cumprem a medida mensalmente. Pelas regras, a pena privativa de liberdade não pode ser superior a quatro anos, o crime deve ser sem violência ou grave ameaça e o sentenciado passa por uma verificação de antecedentes e conduta social.
Para Roberval Fraiz, além de buscar a ressocialização de sentenciados, a medida busca a reintegração junto à sociedade evitando o retorno ao crime. “E esperamos que essa ideia seja compartilhada por outros vereadores porque não há custos para a cidade. A única coisa é se responsabilizar e assinar a ficha”, destaca o parlamentar. “A partir de sábado outros cinco homens também trabalharão para cumprir a pena definida pela Justiça e ajudar a população e manter o bairro mais limpo.”
Levantamento da SAP indica que cada apenado prestador de serviço comunitário custa, em média, R$ 26 por mês e a taxa de reincidência é baixa: 5,4%. O perfil também é um traço que sugere a ressocialização porque quase metade é solteiro e está na faixa dos 21 a 30 anos. Além disso, 32% não completou o ensino fundamental, 45% é trabalhador autônomo e quase oito de cada dez nunca havia sido condenado.

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