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Retirada dos trilhos, uma luta de décadas



Obras já passaram por várias administrações e ainda não foram concluídas

Da redação
O processo para retira dos trilhos da região central de Araraquara é debatido há mais de 20 anos. O marco inicial desse processo se tornou possível a partir da indicação de emenda do então deputado federal Marcelo Barbieri, atual prefeito de Araraquara, disponibilizando R$ 3 milhões do Orçamento da União, via Ministério dos Transportes, para o início da retirada dos trilhos, obra, na época, estimada em R$ 15 milhões.
Em julho de 2000, o prefeito Waldemar De Santi, assinou convênio de R$ 400 mil, já oriundos da emenda do deputado Marcelo Barbieri, para a elaboração do projeto do novo ramal ferroviário. Nessa etapa, a Prefeitura arcou com R$ 100 mil.
O projeto contratado pelo Executivo foi realizado pelo Exército e viabilizava o novo contorno atrás do Parque Pinheirinho. Os outros R$ 2,6 milhões restantes seriam utilizados para o início das obras.
Entretanto, o projeto elaborado na gestão do prefeito De Santi foi utilizado somente recentemente pelo Dnit para a construção do contorno ferroviário, que teve a obra finalizada em 2015.
Retirada polêmica
A questão da retirada dos trilhos do centro da cidade foi um dos pontos mais debatidos na eleição municipal daquele ano, dos quatro candidatos à Prefeitura de Araraquara, apenas Marcelo Barbieri se posicionava a favor da retirada dos trilhos, de acordo com reportagens dos jornais na época.
Em 2001, Edinho Silva (PT) assumiu o município e o projeto não teve andamento, o recurso federal não foi utilizado e a retirada dos trilhos foi deixada de lado, como um assunto não prioritário.
Somente em 2008, segundo mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva, o projeto de retirada dos trilhos da região central de Araraquara foi retomado. As obras seguiram até 2015, também com apoio da presidente Dilma Rousseff, quando foi finalizada a construção do novo contorno ferroviário.
De acordo com o prefeito Marcelo Barbieri, no momento, os esforços são em torno da construção dos prédios das oficinas de manutenção no pátio de Tutóia; a transferência das áreas remanescentes do Dnit para o município e a ocupação deste espaço com equipamentos esportivos, sociais, culturais e administrativos integrados ao projeto Parque dos Trilhos.
Em dezembro de 2015, o professor arquiteto Ruy Ohtake, acompanhado de sua equipe, apresentou um projeto de ocupação do espaço. No projeto consta um parque com área verde, jardim, áreas para tecnologia, educação, moradias, esporte e espaços administrativos.

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