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Projeto que propõe mudança no horário do comércio é um desserviço à cidade e tem caráter eleitoreiro

Projeto pode servir como trampolim político

Célia Pires


O projeto de autoria do vereador Serginho Gonçalves, que propõe mudança no horário de funcionamento do comércio aos sábados em Araraquara, colocando o fechamento para às 14 horas e não às 17h como funciona atualmente deve entrar em votação na próxima terça-feira.

O referido projeto recebeu parecer favorável do Cepam – Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal da Fundação Prefeito Faria Lima.
Para o presidente do Sincomércio, Antônio Deliza Neto, o Toninho, o projeto por si já é polêmico, tanto que o CEPAM deu um parecer favorável e o IBAM, Instituto Brasileiro de Administração Municipal, não.

Para Deliza, o vereador Serginho está equivocado ao dizer que a cidade não é um pólo regional e que como representante do povo ele deveria ter conhecimento da abrangência da cidade.

Deliza diz que se o projeto for aprovado com certeza vai gerar desemprego, e que como está sendo apresentado é difícil não pensar que não tem caráter eleitoreiro. “Ele está mais uma vez se aproveitando da oportunidade para fazer disso um trampolim político. Não é somente um desserviço à cidade, mas ao consumidor”.

Para Deliza, é uma questão de conta. “Concordamos que ele está defendendo uma categoria – os comerciários – que são profissionais que trabalham de maneira remunerada na atividade comercial. Araraquara nessa semana, saiu nos jornais, com divulgação da contratação de mais de 300 pessoas para o novo hipermercado Patrezão. Isso é emprego, é distribuição de renda e qualidade de vida. Como uma pessoa em sã consciência pode pensar que diminuindo a jornada de atendimento do comércio numa cidade do porte de Araraquara vem trazer benefícios?”, pergunta.
O presidente do Sincomércio, também diz que é um contrasenso falar que a cidade não tem movimento no sábado à tarde. “Acho que os números da economia de Araraquara falam por si. Os vereadores têm a responsabilidade de analisar essa questão com bastante critério. Estamos às portas das eleições e acho que isso não vai agradar ao consumidor. Agora não cabe a mim decidir”.

Maioria disse não

Deliza diz que foi realizada uma assembléia aberta à toda categoria, associados ou não do Sincomércio, que votaram de maneira democrática as quatro opções apresentadas para o horário aos sábados. “Foi por uma maioria absoluta a permanência do horário da jornada de 44 horas semanais contemplando os sábados até às 17 horas”.

“Se aprovado, vai se perder emprego, arrecadação- município, e descontentar os consumidores de nossa cidade. Vamos andar pelos menos dez anos pra trás”.

Deliza finaliza dizendo que esse projeto de alguma forma acaba ferindo a livre iniciativa garantida na Constituição e o empreendedorismo, que é a grande arma e a salvação do capitalismo num estado democrático de direito.

Já o vereador João Farias disse que é louvável a iniciativa do vereador Serginho, mas Arararaquara não pode estabelecer o horário do comércio por uma medida do Cepam, pois na precipitação podem ser prejudicados comerciantes, comerciários e a população e que cabe ao município e não ao Cepam esse tipo de decisão.


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