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Projeto com garotos do Jardim Maria Luiza precisa de apoio

Projeto com garotos do Jardim  Maria Luiza precisa de apoio

Da redação

Moradores do bairro Maria Luiza pedem ajuda de empresários e políticos da cidade para manter um projeto social, onde um professor dá aulas de futebol para quase 100 crianças do bairro. O educador Luciano Lima Cruz era contratado da prefeitura para dar aulas na periferia, mas, mesmo após o vencimento de seu contrato, continuou trabalhando voluntariamente.

A reportagem de O Imparcial conversou com Luciano que relatou que, mesmo não tendo passado em um novo concurso para reassumir a vaga, sentiu que não poderia deixar dezenas de crianças nas ruas a mercê do ilícito, enquanto os pais trabalham.
O professor ressaltou que já está nessa luta há 17 anos. Ele lembrou que cresceu nas ruas, onde conheceu todos os tipos de drogas, mas nunca se envolveu com elas, ou sequer tomou um copo de cerveja. “Eu sei o que é vir treinar pela manhã e não ter o que comer no café em casa, por isso a comunidade também dá alimentação para as crianças antes dos jogos. Não posso virar as costas e dizer que o problema não é meu, ele é de todos nós. Não me abandonaram quando eu precisei, me acolheram e, por isso, acho que tenho que fazer minha parte. Se cada um fizesse um pouquinho, o mundo seria melhor”, desabafou ele.
O professor dá aulas de segunda e quarta, usando a quadra da escola do bairro para que as crianças não fiquem nas ruas e, aos sábados, no campo da praça. Ele diz ainda que sempre pede à Fundesport para que doe bolas e coletes, mas esse mês já não conseguiu. “Disseram que ainda não havia chegado”.
Para Luciano Soares Arruda que mora no bairro Maria Luiza há 15 anos, a situação poderia ser definida com a prefeitura, mas a sociedade tem que se envolver, pois as crianças não têm lazer a não ser pegar as “chuteirinhas” e vir para o campo participar do projeto social do bairro. Luciano disse ainda que já entrou em contato com vereadores e com o prefeito Edinho Silva, mas só obteve ajuda de Everson Inforsato, o Dicão, que é secretário de Esportes e Lazer. “Quanto arrumar as bolas, o campo precisa de uma reforma, mas ainda não conseguimos isso com a prefeitura”.

Comunidade da café da manhã para o time antes dos treinos

Apoio

Já o professor Luciano Cruz mora em outro bairro e precisa de ajuda para o transporte, então os pais dos garotos atendidos pelo projeto ajudam como podem para que ele tenha prosseguimento, porém, está cada vez mais difícil. Eles já tentaram falar com alguns empresários para um possível patrocínio, mas até o momento não conseguiram nenhum. Eles ressaltam que o medo é que não consigam sustentar o projeto que beneficia quase 100 crianças e traz tranquilidade de vida ao bairro.

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