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Proibição de pulverização aérea de agrotóxico é debatida na Câmara



O Fundo de Defesa do Citricultor, Canasol – Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara e da Única – União da Indústria de cana-de-açúcar apresentaram o que seria a realidade sem a pulverização aérea

Proibição de pulverização aérea de agrotóxico é debatida na Câmara

Projeto apresentado na Câmara Municipal de Araraquara, em agosto do ano passado, continua proporcionando debates, exposição de argumentos, defesas de ideias, apresentação de estatísticas, mobilização de interessados em ambos os lados, para que a proposta encontre entendimento, antes de se concluir o prazo votação no Plenário da Câmara Municipal de Araraquara. O projeto em questão proíbe a pulverização aérea de agrotóxico no município de Araraquara (PL 218/2017 – de autoria do vereador Edio Lopes). Apesar da medida já ter Parecer de Inconstitucionalidade, o debate é fundamental e esclarecedor, assegura o vereador José Carlos Porsani, presidente da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, que emitiu o parecer, amparada nas consultas jurídicas feitas a institutos que prestam serviço à Câmara.

Reunião na Câmara Municipal

Em reuniões anteriores defensores da aprovação do projeto apresentaram seus argumentos. Na reunião que ocorreu na manhã da quinta-feira (19), no Plenário da Câmara Municipal de Araraquara foram ouvidos os contrários à provação da medida. Representantes dos produtores de citros e cana de açúcar expuseram seus argumentos, contra a aprovação do projeto.

Fundecitrus

O Fundo de Defesa do Citricultor, Canasol – Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara e da Única – União da Indústria de cana-de-açúcar apresentaram o que seria a realidade sem a pulverização aérea, ainda que desejada.

Segundo os expositores, o fim da pulverização aérea de agrotóxico levaria, em pouco tempo, à extinção da citricultura, considerando as pragas que atualmente causam prejuízos ao setor. Ainda que a pulverização se desse por meio de tratores, a lentidão do processo não alcançaria a totalidade das principais pragas do setor; pragas que tem ciclo curto de vida e causam danos permanentes. Segundo apresentado, hoje é utilizado um pacote de manejo contra essas principais pragas. O dano à produção de cana-de-açúcar seria menor, porém, com grande impacto na economia da cidade, causando com forte redução na produção do setor. Além do mais, quanto aos criadores de abelhas, existem práticas para prevenção e mitigação de incidentes.

Debate não acabou

Em reuniões anteriores, representantes de setores favoráveis e contrários ao projeto, como agricultura familiar, criadores de abelhas e produtores de mel, pequenos produtores de hortaliças, ambientalistas, além de produtores de citros e cana-de-açúcar, advogados especialistas em meio ambiente e até promotor público, também participaram dos debates. É com estas informações que os vereadores da Câmara Municipal de Araraquara se preparam para a votação do projeto, ainda que seja para acatar ou rejeitar o parecer de inconstitucionalidade.

A reunião foi conduzida pelo vereador José Carlos Porsani, presidente da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara. O primeiro a falar foi o autor do projeto de lei, vereador Edio Lopes. Renata Camargo – assessora jurídica da Única – União da Indústria de Cana-de-açúcar, Marcelo Scapin – pesquisador de tecnologia de aplicação da Fundecitrus, e Guilherme Lui de Paula Bueno – técnico florestal da Canasol fizeram suas defesas iniciais. Participaram da reunião os vereadores Cabo Magal Verri, Roger Mendes, Rafael de Angeli, Toninho do Mel, Zé Luiz, Elias Chediek, Gerson da Farmácia, Jéferson Yashuda Farmacêutico – presidente da Câmara, assessores de vereadores que não puderam comparecer, além do Gerente de Gestão Ambiental do Departamento Autônomo de Água e Esgoto – DAAE – Helton Alves Galvão.

                                                                     Foto: Assessoria

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