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Principal reinvidicação das lésbicas é o respeito

Somos mulheres. Somos mães. Somos lésbicas! Somos humanas! Essas são as frases que as lésbicas querem deixar impressa na mente das pessoas

Célia Pires

Nesta semana um grupo de lésbicas esteve visitando a redação d’O Imparcial para falar dos problemas que enfrentam no dia a dia e o que almejam, as alegrias e as dores que vivenciam. Acompanhadas do gestor da Diversidade Sexual, Paulo Sergio Tetti, que veio falar sobre o Dia da Visibilidade Lésbica que ocorre no dia 29 de agosto.Tetti veio acompanhado por um grupo de lésbicas que trouxeram cartazes e as frases que gritam dentro de cada uma delas e que querem ver expressas não só no papel, mas na consciência de cada um são: Sou Mulher! Sou mãe! Somos contra a lesbofobia!Minha sexualidade não define o meu caráter. Somos uma família. Somos Humanas! Queremos respeito!Sandra Daguano, mãe de duas filhas, que fez aniversário no dia 26 é um belo exemplo de pessoa que hoje é mais feliz por ter assumido ser quem sempre foi. Ao lado de Josiane Delfino há seis anos, ela conta que no inicio não foi fácil, pois deixou um casamento de 22 anos. Houve muitas dificuldades, com o ex-marido duvidando até de sua sanidade mental, mas graças a Deus, tudo isso ficou para trás.Josiane Delfino ressalta que para ela as coisas ainda não Sá facieis em certos aspectos e cita a questão da dificuldade de uma simples ida ao banheiro quando está fora de casa e também de se arrumar um emprego, pois há muito preconceito e quando arrumam um quase sempre sofrem assedio moral.Outro casal formado por Tatiane e Patricia junto há oito anos teve o mesmo problema, pois Tatiane que também é mãe deixou um casamento de dez anos. Patricia diz que não vai mudar seu jeito de ser e que quem tem que mudar são as pessoas. Para ela falta respeito e sobra discriminação.Dayane Galliani Neves diz que daqui a 20 anos as coisas podem mudar. “Me assumir foi muito fácil, tanto para minha família quanto para meus amigos, mas a parte mais difícil é arrumar um emprego, pois se estão vestidas ou tem a aparência masculinizada ou na hora de fornecer os documentos nem sempre são bem aceitas. “Temos que ser reconhecidas profissionalmente.A gente tem qualificação profissional, somos inteligentes e merecemos uma oportunidade. Não é porque somos lésbicas que temos que ficar escondidas atrás de mil e uma coisas. Sai do meu último trabalho na JD Telefonia, que dava valor ao bom profissional. Sai pois queria abrir novas portas, mas estou vendo que tenho que pedir arrego e voltar para lá”.Daio como é chamada carinhosamente Daiane pela familia diz que é necessário reconhecê-las como pessoas. “O reconhecimento do casamento já havia passado da hora de acontecer. Era uma obrigação da sociedade e do governo. Quanto á questão do respeito é uma obrigação a gente respeitar uns aos outros, está nos dez mandamentos, mas agora a questão de emprego é o que pega mais”.A namorada de Daiane, que não vamos identificar, pois o pai é homofóbico e não aceita por considerar pecado. “Foi um choque para ele que até hoje não conversa comigo. Minha família aceitou, mas com meu pai gerou muita polêmica e muito estresse e até violência por parte dele. Ma deixo claro que não sou menos capaz por ser lésbica”.Muitas lésbicas passaram e passam por esse conflito quando saem do ‘armário’ e muitos acabaram rompendo os laços familiares, o que acaba gerando magoas e dores. Minha sexualidade não define meu caráter. Vivem uma discriminação de pessoas, muitas vezes, próximas. Perguntam: mas aonde está o chamado amor incondicional independente da orientação sexual?

Dia da Visibilidade Lésbica

Paulo Tetti explica que esse dia surgiu, pois em 1996 no Rio de Janeiro aconteceu o primeiro encontro nacional das Lésbicas. “Ali surgiu o dia da visibilidade delas, pois acreditavam que não tinham muita credibilidade, além do repúdio à questão da heteronormatividade, onde a mulher tem seguir as normas impostas pela sociedade que é casar e procriar”, diz Paulo acrescentando que o mundo mudou e as lésbicas estão saindo do armário, se revelando e lutando cada vez mais pelos seus direitos. “Hoje a gente tem as palestras voltadas paras as mães e mulheres lésbicas que a Assessoria faz todo o ano desde 2012, onde a Débora Malheiros vem de São Paulo explicar como a mulher hoje em dia é mãe, lésbica e como trabalha essa situação, de que forma ela atua juntamente com sua companheira e como é feito isso e qual a discriminação que sofre no dia a dia, qual seu enfrentamento no ambiente de trabalho, pois ,muitas vezes, é motivo de piadinhas”Uma outra conquista foi em relação á sigla, pois antes era GLBT e depois de uma briga muito grande, por conta até de uma exclusão das mesmas no mundo gay, acabou sendo acrescentando o ‘L’ de lésbica na frente.O gestor diz que a lésbica hoje está tendo mais visibilidade dentro da sociedade e de Araraquara onde muitas estão se assumindo como tal. “O dia 29 de agosto é mais para lembrar a visibilidade lésbica para que sejam lembradas e respeitadas como mulher, lésbica e como mãe”.Paulo também ressalta uma outra conquista, pois com o casamento civil legalizado a demanda aumentou muito, mas nem todos podem pagar. Assim desde a semana passada foi firmada uma parceria com o 1º Cartório de Notas que assumiu o compromisso de que toda população LGBT que quiser ter o casamento civil legalizado e não poder pagar vai poder realizá-lo gratuitamente. “Basta passar pela Assessoria, pois há alguns critérios, como ganhar até dois salários mínimos, preencher um formulário que será encaminhado para o referido cartório”.

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