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Prédio da Beneficência Portuguesa é vendido em leilão por R$ 23 milhões

O prédio do Hospital Beneficência Portuguesa foi vendido no leilão judicial, no Fórum Trabalhista de Ribeirão Preto. Quem adquiriu o imóvel foi o grupo São Francisco que já tinha comprado a carteira do plano de saúde da Benemed, na gestão de Fábio Santiago. Na terceira tentativa de encontrar um comprador via leilão judicial, o prédio […]

O valor da venda do imóvel ainda é bem inferior ao montante da dívida acumulada da Beneficência, que chegaria a R$ 70 milhões

• José A C Silva

O prédio do Hospital Beneficência Portuguesa foi vendido no leilão judicial, no Fórum Trabalhista de Ribeirão Preto. Quem adquiriu o imóvel foi o grupo São Francisco que já tinha comprado a carteira do plano de saúde da Benemed, na gestão de Fábio Santiago. Na terceira tentativa de encontrar um comprador via leilão judicial, o prédio da Beneficência Portuguesa foi arrematado por R$ 23,3 milhões, lance mínimo apontado no leilão. Na primeira tentativa, o leilão foi suspenso por liminar. Na segunda, a disputa terminou sem lance oficial.

Gestal

No início do ano, o grupo Gestal se apresentou para assumir a Beneficência, prometendo pagar os encargos trabalhistas e administrar o hospital com a promessa de reabri-lo em 90 dias, mas isso não aconteceu.

Até ontem ninguém queria comprar a área, ficando patente que o grupo Gestal deveria administrar o hospital – inclusive chegou a recolher 3,5 mil currículos.

A ideia era de ocupar inicialmente parte dos 180 leitos com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Em uma segunda, etapa ainda neste ano, era criar um plano privado batizado de Sistema Integrado de Saúde, Familiar e Empresarial. O grupo Gestal até agora não comunicou sua desistência de transformar a Beneficência em uma cooperativa.

São Francisco

Em nota, o São Francisco afirmou em Ribeirão Preto – ao grupo EPTV – que a compra faz parte do plano de expansão, pois tem milhares de usuários na cidade e é um dos maiores do País.

O imóvel, avaliado em R$ 38 milhões, foi arrematado pelo valor mínimo (R$ 23,3 milhões). O lance foi dado no último dia de forma presencial, ou seja, diretamente ao juiz responsável pelo caso.

O valor da venda do imóvel ainda é bem inferior ao montante da dívida acumulada que é de R$ 70 milhões. O leilão do prédio é o fim da linha para uma disputa judicial iniciada pelo Sinsaúde por conta das dívidas da Beneficência com os ex-funcionários, que chega a R$ 25 milhões, segundo a conta do sindicato.

O recurso obtido na venda será utilizado, primeiramente, para quitar débitos com fornecedores e ex-funcionários. O prédio, referência arquitetônica da região central de Araraquara, tem 9 mil metros quadrados de terreno e a área total construída é de 11 mil metros quadrados.

A crise em um dos mais importantes hospitais da região deixou cerca de 350 trabalhadores desempregados e sem receber salários e encargos trabalhistas.

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