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Preço mínimo da caixa de laranja divide produtores e indústria



A indústria pressionou o governo que acabou cedendo, quebrando o acordo firmado com os produtore

Fábrica de suco de laranja da Cutrale em AraraquaraJOSÉ A.C. SILVA
TEXTO E FOTO

Araraquara e Matão são cidades pioneiras na fabricação de suco de laranja, tendo um grande numero de pomares e trazendo divisas para região. O setor de citros ao longo dos anos tem passado por muitas dificuldades, pragas, preço baixo da laranja e gasto elevado com agrotóxico. Muitos citricultores chegaram ao ponto de passarem o trator, destruindo os pomares e optando por outra cultura. Atualmente o preço da laranja teve alta, mas a calmaria no setor citrícola brasileiro foi interrompida. Agora o setor está dividido por motivo do novo crédito da laranja, aprovado pelo governo, o que provocou contendas entre produtor e indústria. A disputa é sobre o preço mínimo da caixa de laranja (40,8kg), fixada pelo governo federal em R$ 10 como exigência para as indústrias de suco para obterem crédito para estocarem o produto.

Em nota a Associtrus (Associação Brasileira de Citricultores) divulgou o acordo para o lançamento da linha de financiamento especial que era fixar o valor referência de R$ 11,80 para a caixa da laranja, não os R$ 10 informados. Foi lançada na última sexta-feira pelo Ministério da Agricultura a linha de crédito de R$ 300 milhões para estocagem de suco pela indústria, tendo como objetivo conter a queda nos preços da laranja, diante da boa expectativa de produção da safra atual. Mas, infelizmente, o efeito acabou sendo oposto. A indústria pressionou o governo que acabou cedendo, quebrando o acordo firmado com os produtores, que era de fixar a fruta em R$ 11,80 como mínimo (valor referência) referente a caixa de laranja de 40,8 kg.

Segundo o plano do ministério, cada empresa de suco poderá contratar até R$ 80 milhões para comprar laranja sendo estabelecido o seu processamento em um ano. O presidente- executivo da CitrusBR, Christian Lohbauer, afirmou que a indústria vai recorrer ao crédito para evitar que o preço da fruta no Brasil e do suco no exterior tenham redução. O representante das quatro maiores indústrias do setor (Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus e Citrovita), Lohbauer, afirmou que esse financiamento foi um grande passo para o setor, que caminha para um entendimento entre preços e custos de produção. Não falando nada a respeito da Associtros, que representa os produtores de laranja. O Brasil é hoje o maior produtor de laranja do mundo. Está sendo discutida a participação dos citricultores no excedente das vitórias conseguidas pelo suco no exterior, devendo ser divido entre os produtores. A indústria prevê 387 milhões de caixas na região do Estado de São Paulo e pelo Triângulo Mineiro. A expectativa da safra só para São Paulo é de 354,98 milhões de caixas.

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