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Poda de figueira da Praça do São Geraldo gera polêmica

O corte da árvore foi autorizado pelo MP e pelo Meio Ambiente por questões de segurança

Suze Timpani

Uma Figueira Indiana, ou Figueira de Bengala, popularmente conhecida como falsa Seringueira, localizada na Praça do São Geraldo, passa por uma poda drástica, devido ao perigo que representa aos frequentadores do local.
No ano passado um galho de outra seringueira caiu atingindo uma casa e um caminhão, onde foi necessário o corte total da árvore pelos bombeiros.
Nessa quinta-feira (27), outra figueira que está sendo cortada chamou a atenção de pessoas que transitavam pela praça. O fato causou polêmica nas redes sociais. A figueira em questão foi plantada por um vizinho da igreja há cerca de 50 anos e, apesar de não estar totalmente podre, apresenta risco de queda.

Os galhos que caíram com as últimas chuvas derrubaram outras árvores e quebraram alguns bancos que estão amontoados no canto da praça, que será revitalizada.

O responsável pela obra da igreja disse com exclusividade à reportagem do O Imparcial que para a retirada de uma árvore em outro local da praça, teve que comprar outras quinze, que já estão no viveiro da prefeitura. “Essas mudas deveriam ser cuidadas, mas estão lá secando, ninguém cuida, ninguém molha”, lamentou ele.

Eudes Lourenço, proprietário da construtora.

Eudes Lourenço, que é proprietário da construtora, apresentou à reportagem toda a documentação referente ao corte das árvores. “O Daae emitiu a autorização mediante laudo técnico para a retirada total da figueira, mas não vamos retirá-la totalmente”, ressaltou o construtor.

Questão de segurança

Segundo o Padre José Luis Ferrari, responsável pela paróquia do São Geraldo, a poda drástica da árvore se deve a questões de segurança e não por vontade própria dele, como vem sendo veiculado pelas redes sociais, pois a queda iminente dos galhos traz perigo aos frequentadores da praça. “A árvore fazia parte do meu plano de reestruturação da Paróquia, depois da reforma do salão paroquial nós pretendíamos usá-la como parte de uma área de lazer e descanso dos frequentadores da igreja, porém ela está condenada. Nós fomos autorizados pela promotoria pública e pelo setor do Meio Ambiente a fazer a retirada total da árvore, mas decidimos cortar os grandes galhos que oferecem perigo e manter o tronco principal, para que ela continue viva e volte a brotar”, resumiu o pároco.

Fotos: Suze Timpani

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