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Paralisação dos caminhoneiros chega em Araraquara com força total



Cerca de 800 caminhoneiros de todas as partes do país se reuniram na entrada da cidade e no pátio do Posto Morada do Sol

O movimento dos caminhoneiros contra os preços dos combustíveis chegou com força total à Araraquara, na manhã dessa quarta-feira (23). Por volta de 10h, um grupo de caminhoneiros chegou a interromper o tráfego na Rodovia Washington Luís (SP-310), nos dois sentidos do quilômetro km 268, próximo ao Posto Morada do Sol.

A reportagem de O Imparcial apurou com os caminhoneiros que a adesão ao movimento que ocorre em quase todos os estados do país se deve aos altos preços dos combustíveis e dos pedágios. Durante todo o dia, um grupo de motoristas abordava os veículos de carga que passavam pela entrada de Araraquara e pedia a adesão à greve, porém, ninguém foi obrigado a parar. Caminhões com cargas vivas e de remédios foram liberadas para seguirem viagem.

Por volta de 16h, cerca de 800 caminhões com placas de todas as partes do Brasil, se reuniam na avenida marginal Camilo Dinucci e no pátio do Posto Morda do Sol, cujo proprietário autorizou o estacionamento dos veículos de carga, além de liberar o banho sem cobrança para os motoristas e baixar o preço do marmitex de R$ 17,00 para R$ 10,00.

A Polícia Militar Rodoviária acompanhou o movimento dos grevistas e chegou a deter um caminhoneiro na parte da manhã que teria se negado a liberar a pista para os carros de passeio transitarem. Ele foi qualificado e liberado.

O caminhoneiro araraquarense Emerson Luís Peleteiro relatou sua revolta com o preço dos combustíveis e também dos pedágios que, segundo ele, inviabilizam a categoria. “Aqui não são só os caminhoneiros que pedem socorro, são os agricultores, os produtores, os taxistas, enfim, todos os profissionais que dependem dos combustíveis. Nós não podemos pagar o preço da roubalheira dos políticos na Petrobras. Hoje se eu comprar um pneu para o meu caminhão eu não tenho dinheiro para comprar leite para o meu filho, então a gente vai rodando sem a manutenção necessária do veículo até quando der. Meu medo é acabar me envolvendo em um acidente e tirar a vida de um pai de família ou até mesmo a minha. Essa situação não pode ser mais admitida pelo povo brasileiro, pois todo mundo perde com isso. Até agora não veio nenhum vereador e nem o prefeito aqui para dar apoio para a gente, mas na hora de pedir votos eles sempre aparecem. O único que estendeu a mão para a gente foi o proprietário do Posto Morada que cedeu o pátio para estacionarmos os caminhões e reduziu o preço da comida”, desabafou Peleteiro.

Apoio

O empresário Clairton Lorenzato relatou à reportagem que presta apoio aos caminhoneiros, pois é totalmente a favor da paralisação. Ele cedeu o pátio do posto para os motoristas estacionarem os veículos e fechou as bombas de diesel durante todo o dia, em auxílio aos profissionais do volante.

 

Liminar contra bloqueios

A concessionária AB Triângulo do Sol que administra a Rodovia Washington Luís informou que obteve, no dia 21/05/2018, liminar contra bloqueios nos 442 quilômetros de rodovias sob sua concessão, abrangendo a faixa de domínio (faixas de rolamento, acostamentos e canteiros central e laterais). A liminar fixou ainda pena de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da ordem judicial.

A concessionária ressalta ainda que respeita o direito democrático de manifestação popular ou de classes, mas entende que a segurança dos usuários das rodovias deve ser preservada.

Caminhoneiros na paralisação

Estradas liberadas

Posto Morada do Sol, recebeu os caminhoneiros

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