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Oitivas da CEI do DAAE têm início

Engenheiro da Falcão Bauer, que emitiu o primeiro laudo, foi ouvido ontem

Suze Timpani
Sob forte chuva, iniciaram-se na tarde dessa quarta-feira (27), as explicações acerca do rompimento do reservatório do DAAE, na Vila Xavier, em novembro do ano passado, onde mãe e filha morreram.
O primeiro a ser ouvido pela comissão composta pelos vereadores Édio Lopes (presidente da comissão), Willian Afonso, Juliana Damus, Jair Martineli e Jéferson Yashuda, foi o gerente regional da Falcão Bauer, o engenheiro Waldeney Paschoalino, que assinou o laudo na queda do primeiro reservatório em 2014.
Paschoalino afirmou que vários fatores influenciaram no rompimento da caixa e que, “tudo pode ser ou não ser”, pois ele precisaria fazer uma vistoria mais profunda para saber os reais motivos e, quando ele emitiu o laudo fez apenas uma vistoria analítica externa visual.
Segundo o laudo de 2014, foi recomendado “enfaticamente” que ao lado do reservatório sinistrado fosse feita uma inspeção estrutural, para reforço e que a carga que o reservatório comportava fosse reduzida, pois era visível que as anomalias e fissuras existentes no reservatório que caiu em 2014, também estavam precarizando o que estava ao lado.
O engenheiro disse também que entregou o laudo ao DAAE, e não foi chamado após para nenhuma reunião ou explicação , que por uma questão de bom senso, a autarquia deveria seguir as recomendações. “Na década de 80 o DAAE tinha mais fiscalização e controle, afirmou o engenheiro.
Muitas perguntas ficaram sem respostas, porque era de conhecimento apenas do engenheiro Fausto Fafali, que por ser citado várias vezes pelo engenheiro, também deverá ser convocado a prestar esclarecimentos. Perguntado por Édio Lopes o que significava no laudo a palavra “enfaticamente”, Paschoalino afirmou que era “apenas um alerta” para ser feito uma inspeção mais profunda.
Questionado se o DAAE seguisse suas recomendações, o acidente que vitimou duas pessoas poderia ser evitado, Paschoalino não soube responder, pois, segundo ele, fez apenas uma vistoria visual no reservatório que se rompeu e não uma inspeção estrutural.
O engenheiro da autarquia Alexandre Pierri, afirmou que a Falcão Bauer, pediu um segundo laudo que foi pedido pelo DAAE à UFSCAR e deixou claro que não havia necessidade de reunião para discutir o caso, pois todo o processo de vistoria foi acompanhado pelos engenheiros e a entrega do laudo foi apenas a formalização, e que todas as recomendações foram seguidas.
Para o presidente da CEI (Comissão Especial de Inquérito ou Investigação) Édio Lopes, o DAAE deveria ter contratado alguém para uma verificação mais profunda e plena, já que sabia das anomalias existentes no reservatório que se rompeu em 2015, apenas por estudos analíticos. Na próxima quarta-feira (3), as 14 h, será a vez da UFSCAR dar esclarecimentos.

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