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Moradores próximos do viaduto da 22 revivem problemas com andarilhos

Segundo uma das moradoras não é discriminação, mas uma questão social.

Moradores revivem problema com andarilhosCÉLIA PIRES

Os moradores da Avenida Duque de Caxias, mais especificamente no vão embaixo do Viaduto da 22 de Agosto, contam que a tranquilidade durou quase dois meses quando os andarilhos não mais ocupavam o espaço debaixo do referido espaço, mas que, infelizmente, eles começaram a retornar ao local.

Segundo uma das moradoras não é discriminação, mas uma questão social. “Quando vou trabalhar ou sair quase chego a tropeçar no lixo deixado por esse pessoal, alguns quando reclamamos até limpam, mas os outros nem dão bola. O visual também não é dos melhores, ou seja, gente deitada em colchões improvisados, bebendo, fumando.”

Um dos problemas enfrentados agora pelos moradores é que os andarilhos lavam as roupas no Mercadão. Até ai tudo bem, se não as colocassem para secar nas grades dos portões das casas que ficam próximas ao vão. “Isso quando não resolvem também cozinhar”, diz uma das moradoras. “Explicamos a eles que em Araraquara existe a Casa Transitória que fornece, inclusive, alimentação, mas de nada adianta.”

Ela conta que um outro problema é o lixo deixado no local, fora os vários tocos de cigarro. É dia e noite essa movimentação de andarilhos. Agora uma mulher de aparência jovem também está fazendo o local de moradia. “Ela fica quase que o tempo todo deitada, com a cabeça toda coberta. A polícia já foi chamada, mas disseram que não podiam fazer nada.”

E por falar em polícia, os moradores também reivindicam mais segurança no local, principalmente por conta dos recentes roubos ocorridos nas proximidades do viaduto.

Depois da denúncia realizada pelo jornal O Imparcial a secretaria de Assistência Social através da assistente social entrou em contato com Secretaria de Obras, a Guarda Municipal e a polícia e foi constatado que ao longo do viaduto é necessário fazer uma limpeza geral, pois tem muita garrafa, além disso, um rapaz de Gavião Peixoto foi detido após a polícia puxar a ficha e constatar que o mesmo estava sendo procurado, pois não havia pago as penas alternativas.

Oficinas
Recentemente uma das vereadoras, Juliana Damus, esteve no local verificando a situação e prometeu levar o caso ao prefeito. “Ela veio no dia 8 de abril e prometeu nos ajudar. Estamos aguardando.”

A reportagem d’O Imparcial procurou o secretário de Assistência Social, José Carlos Porsani e ele disse que está ciente do problema e que está buscando uma solução para o mesmo.

Quanto à sugestão dos moradores de se fechar aquela parte do pontilhão, Porsani acha que se poderia aproveitar para se colocar em prática um projeto do prefeito Kassab que transforma vãos, como o de pontilhões em locais para oficinas. “Na capital, o projeto foi viabilizado embaixo de uma das travessas na Nove de Julho. É uma tenda armada onde a pessoa pode dispor de várias coisas como fazer a higiene pessoal, além de ter atendimento psicológico e passar por uma assistente social.”

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