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Ministério do Trabalho vê descaso da Prefeitura em relação à UPA

Apenas procuradora comparece à audiência, sem qualquer autonomia para firmar compromisso ou propor melhorias

Raphael Cruz Pena

A ausência de qualquer responsável pela Secretaria de Saúde de Araraquara na audiência do Ministério do Trabalho realizada na última terça-feira sobre os problemas recorrentes na UPA Central foi considerada pelo órgão como descaso da Prefeitura.
A advogada Rita da Silva, única representante da Prefeitura na audiência, não tem qualquer autonomia para firmar compromisso ou propor melhorias. Diante da ausência injustificada, nova audiência foi marcada para o próximo dia 3, às 9h30. “O desinteresse da Prefeitura de Araraquara em negociar é flagrante”, diz Milton Bolini, gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego, na ata da audiência.
A situação na UPA Central, ainda segundo a ata da audiência, está “infernal”. Com a permanente falta de médicos na UPA da Vila Xavier, a outra unidade está sobrecarregada, ocasionando conflitos entre a população e os servidores, além das consequências já noticiadas nos jornais, como a morte de pacientes aguardando internação.
Bolini é o mediador da negociação entre o SISMAR e a Prefeitura a respeito das condições de trabalho nas UPAs desde agosto, a pedido do Sindicato. De lá para cá, foram mais três audiências. Algumas adequações foram feitas, mas nenhuma delas com o efeito desejado de reduzir o fluxo de pacientes da UPA Central a níveis aceitáveis. Atualmente a espera por atendimento chega a oito horas.
Originalmente, a audiência esvaziada pela prefeitura estava marcada para o dia 7 e já havia sido adiada por causa da mudança no comando da Pasta da Saúde, com a entrada do Dr. Hilton Toloi. Entretanto, mesmo com a mudança de data, ninguém da Secretaria de Saúde apareceu.

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