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João Antônio da Silva: a paixão pelo acordeom

Da redação A figura do Sr. João Antônio da Silva é algo de sensacional. Ele é uma fonte inesgotável de histórias. Quando pega nas mãos um acordeom se transforma no menino que à noite caminhava com uma lanterninha na mão para ir até a fazenda Bocaiúva para ter aulas do instrumento com Edgar Prada. Tinha […]

Chegou a Araraquara apenas com uma pequena mala e nada mais.

Da redação

João Antônio da Silva, apaixonado pelo acordeom desde os 4 aninhosO sorriso largo é uma de suas marcasA figura do Sr. João Antônio da Silva é algo de sensacional. Ele é uma fonte inesgotável de histórias. Quando pega nas mãos um acordeom se transforma no menino que à noite caminhava com uma lanterninha na mão para ir até a fazenda Bocaiúva para ter aulas do instrumento com Edgar Prada. Tinha 15 para 16 anos.A fazenda distava um quilômetro do sítio onde morava.
O aposentado da Estrada de Ferro ainda promove alguns encontros com acordeonistas. Sua casa vira um lugar mágico, musical. Ele conta que o próximo encontro deverá acontecer no início do ano.
A admiração pelo instrumento nasceu quando tinha quatro anos de idade. Ele se lembra que seu padrinho tinha uma sanfoninha. “Eu admirava aquela sanfoninha e achava a coisa mais bonita do mundo”, lembra.
João Antônio da Silva conta que nasceu em Gavião Peixoto no dia 18 de janeiro de 1924. Filho de Carlos Antônio da Silva e de Maria Conceição da Silva. É irmão de Pedro, Emília, Vicente, Joaquim, Manoel, Atílio e Alberto.
O pai foi fazendeiro em Bocaiúva, mas devido à seca, João veio para Araraquara. Sozinho. “O lugar tinha gado, porcos, mas larguei tudo. Nãogerava recursos. Comecei a estudar acordeom com professores, como Benedito Germano e Edgar Prada.Falei para meu pai que não queria mais ficar ali e iria para a cidade continuar os estudos. Tinha 21 anos. Estudei contabilidade na Escola do Comércio”.
Com o propósito de pegar o primeiro emprego que aparecesse, quando chegou com apenas uma malinha, alugou um quarto no Bar do Dilmer Fattori e começou a trabalhar como mecânico devido a amizade com Nilton Abritta. “Cheguei nele e pedi emprego e ele me disse: pega a chave. E eu fui desparafusar aqueles Fords velhos. Parece até que tinha dom pra coisa. Depois entrei na escola de Contabilidade”.

Estrada de Ferro

Posteriormente veio para Araraquara um dos irmãos, o Atílio. Assim saiu do Bar do Dilmer, arrumou um dinheirinho e montou uma quitanda. Mas não deu dinheiro. Depois um bar que deu um pouquinho de dinheiro e mais tarde uma fábrica de vassouras que por falta de material acabou não dando certo.
E nesse vai e vem da vida, o Atílio voltou para a fazenda e João acabou entrando na Estrada de Ferro como escriturário. “Depois cheguei a supervisor administrativo do escritório central da Estrada de Ferro. Ganhava muito bem. Ali me aposentei em 1976”.
Mas João não ficou parado e foi trabalhar no Instituto de Cegos Santa Luzia, onde exerceu diversas funções como a de diretor, secretário, tesoureiro. “Ajudei a formar o prédio lá”, diz ele acrescentando: “meu nome está lá na placa”.

Fundador

Em sua trajetória o Senhor João foi um dos fundadores de várias coisas, como do Instituto Santa Luzia, a Ultragaz, foi um dos responsáveis pela implantação da televisão na cidade, um dos fundadores da Ferroviária, do ônibus elétrico. “Faliu, mas ainda tenho ações. Naquele tempo a gente era convidado para fazer parte de tudo quanto é coisa. Tem coisa que nem lembro”.
Casou- se com asaudosa Áurea Deise Matos da Silva que conheceu em um laboratório de análises. Do dia em que a viu só se separaram depois de 66 anos, quando ela faleceu. Tiveram os seguintes filhos: Maria da Glória, Maria Deise e Antônio Carlos. Tem vários netos: Valesca, Rodrigo, Aline, Emerson, Helenita, Jéssica e Ariadne. A maioria é do ramo de medicina.
Quando casou morou onde hoje é a Casa do Advogado, na Rua 5. Depois se mudou para a avenida 15 de Novembro, onde reside até hoje.

(OLHO)

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