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Instituições se unem e formam bloco econômico em defesa de Araraquara

Projetos de leiUm dos pontos principais do encontro foi cobrar a participação das entidades de classe nas discussões de projetos de lei pertinentes ao comércio, indústria e agronegócio. O presidente da Canasol, Luiz Henrique Scabello, falou das propostas que são levadas à votação sem um diálogo prévio com entidades do setor. Ele citou o exemplo […]

Em uma iniciativa inédita em Araraquara, sindicatos e associações se uniram para formar um grupo econômico que tem como objetivo promover o desenvolvimento do município. O Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o Sindicato Rural e a Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara (Canasol) definiram a criação de um fórum permanente de debates para propor ações de fortalecimento da economia local e reivindicar maior participação nas decisões dos poderes Executivo e Legislativo.
Nessa segunda-feira (20) foi realizado o terceiro encontro do grupo formado no ano passado por iniciativa do presidente do Sincomercio, Antonio Deliza Neto. A união das entidades foi organizada pelo jornalista Ivan Roberto Peroni, diretor da revista Comércio, Indústria e Agronegócio, uma importante publicação voltada para a economia da cidade.
Esta terceira reunião aconteceu na sede do Sincomercio e teve como objetivo promover o entrosamento das entidades de classe com o poder Legislativo. Estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal, Jeferson Yashuda (PSDB), e os vereadores Elias Chediek (PMDB) e José Carlos Porsani (PSDB). Em janeiro, o encontro focou o diálogo com o Executivo e teve a participação do vice-prefeito e secretário do Trabalho e do Desenvolvimento Econômico, Damiano Barbiero Neto.
Segundo o presidente do Sincomercio, as entidades decidiram juntar forças para promover o desenvolvimento da cidade e buscar mais diálogo com os poderes locais. “Esse movimento é apartidário e visa criar uma agenda positiva de debates. O país está clamando por mudanças e nós queremos contribuir diretamente com isso. Temos sugestões e estamos aqui para colaborar com a cidade”, afirmou Deliza.

Projetos de lei
Um dos pontos principais do encontro foi cobrar a participação das entidades de classe nas discussões de projetos de lei pertinentes ao comércio, indústria e agronegócio. O presidente da Canasol, Luiz Henrique Scabello, falou das propostas que são levadas à votação sem um diálogo prévio com entidades do setor. Ele citou o exemplo da lei municipal que obriga postos a informar qual combustível é economicamente mais vantajoso ao consumidor. A lei, no entanto, não considera a importância do etanol para a economia local e os benefícios para o meio ambiente.
As feiras ilegais e a regularização do comércio ambulante voltaram à pauta e o grupo econômico vai fortalecer a cobrança por maior fiscalização.

Economia rural
A importância do setor rural foi bastante discutida no encontro e as entidades sugeriram a elaboração de um Plano Diretor Rural, a fim de criar uma política permanente de incentivo à produção do campo, que passa pela necessidade de programas constantes de manutenção das estradas rurais. A coordenadora de Agricultura da Prefeitura, Silvani Silva, que representou o Executivo, elogiou a proposta. “Fico muito feliz em ver o meio rural sendo debatido. Este também é o objetivo do governo”, disse a coordenadora.

Reforma tributária
Outro tema levantado foi a necessidade de promover a reforma tributária nacional. O bloco econômico defende a municipalização dos tributos para que as prefeituras tenham acesso a uma parcela maior dos impostos. As instituições que integram o fórum de debates têm uma participação importante no desenvolvimento econômico regional e vão contribuir para engrossar o movimento nacional em defesa de uma melhor distribuição dos impostos.

Incentivo à indústria
O diretor e a gerente regional do Ciesp, respectivamente, Ademir Ramos e Michele Pelaes, ressaltaram a importância do fórum para auxiliar as ações da Prefeitura e da Câmara Municipal e defenderam políticas de fomento à indústria. “O que interessa para a cidade é trazer mais empresas. Esse tema também deve fazer parte das discussões do Plano Diretor. O fórum irá funcionar como uma ferramenta de auxílio, não no sentido de criticar um governo ou outro, mas de ajudar Araraquara. Também estamos à disposição para ouvir o que a Prefeitura e a Câmara Municipal esperam das entidades classistas”, explicou Ramos.
O publicitário Bruno Naddeo falou sobre o Núcleo de Jovens Empreendedores da Ciesp, coordenado por ele, que há dois anos vem atuando no desenvolvimento de lideranças jovens locais. Ele anunciou que Araraquara irá sediar um grande evento nessa área e pediu o envolvimento do poder público. Naddeo é diretor operacional da agência ComTexto.
O presidente da Câmara Municipal, Jeferson Yashuda, destacou que o Legislativo já vem atuando de forma colaborativa com a Prefeitura, que, por sua vez, tem se mostrado solícita às sugestões apresentadas pelos vereadores. Nessa linha, ele descreveu como positiva a iniciativa de formação do bloco econômico para contribuir com os debates.
O vice-presidente do Sindicato Rural, Ricardo Magnani, destacou que o trabalho em conjunto das entidades da cidade é um importante instrumento de ação, que ganha mais força devido ao seu ineditismo.
O próximo encontro ficou agendado para 24 de março, sexta-feira, e deverá acontecer na sede da Canasol. Além da participação da Prefeitura e da Câmara Municipal, as entidades do bloco econômico vão convidar um representante da Secretaria Estadual da Fazenda para falar sobre a distribuição dos tributos.

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