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Inadimplência do consumidor em Araraquara cai 2,2% em fevereiro



O indicador de recuperação de crédito registrou queda de 13,4%, a maior redução em 14 meses

Inadimplência do consumidor em Araraquara cai 2,2% em fevereiro

O consumidor araraquarense tem se endividado menos, segundo levantamento feito pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), com base nos dados divulgados pela Boa Vista SCPC. Considerando o número de novas inclusões em seu cadastro geral de inadimplência, fevereiro registrou queda de 2,2% na comparação com o mês anterior, enquanto na variação interanual o indicador apresentou redução de 8,7%. É a maior queda ocorrida desde março de 2015, quando o número de inclusões havia caído 10% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

De início, a contração do índice de inadimplência é um resultado positivo, visto que a análise individual do indicador nos permite inferir que um número menor de pessoas está enfrentando problemas de endividamento. No entanto, quando analisamos em conjunto com o indicador de recuperação de crédito, percebemos que ao mesmo tempo que um número menor de pessoas está contraindo dívidas, o número de pessoas que está conseguindo quitar os débitos ativos também está caindo. Os devedores que saldam suas dívidas e são excluídos dos registros de inadimplência formam o indicador de recuperação de crédito que, em termos municipais, não vem apresentando resultados favoráveis desde janeiro de 2018. Na comparação contra fevereiro de 2018, houve redução de 13,8% dos negativados que conseguiram quitar seus débitos, maior queda registrada nos últimos 14 meses.

Como observado, a variação negativa do índice demonstra que menos consumidores em situação de inadimplência estão saldando suas dívidas, permanecendo restritos em suas decisões de compra. O levantamento aponta que a redução conjunta verificada nos níveis de inadimplência e de recuperação de crédito tem relação com a contração do consumo. As adversidades ocorridas na economia nos últimos anos e a delicada situação do emprego vêm impactando negativamente a expectativa de rendimento das famílias, gerando maior cautela na tomada de crédito e no ritmo de consumo. Essa redução na demanda acaba sendo um fator mais relevante para queda do fluxo de negativados do que o aumento da capacidade de pagamento dos consumidores, uma vez que os níveis de recuperação de crédito têm apresentado consecutivas quedas nesse mesmo período.

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