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Horários comerciais dificultam escala de médicos

Da redação

O vereador Rodrigo Buchechinha conta que mais uma vez foram até ele por conta do atendimento na UPA Central. Na noite de quarta-feira uma senhora havia ido até sua residência para reclamar da falta de médicos.
Buchechinha relatou que chegou às 23h30 e permaneceu no lugar até às 3 horas da manhã, e constatou que havia somente um médico.
Nesta quinta-feira ele retornou à UPA e conta que ao chegar, havia dois médicos. “Liguei para o secretário de Saúde e para o coordenador. Chegou mais um médico, o Dr. César, como sempre. Começou a ‘desatolar’”, diz acrescentando que na quarta à meia-noite já não havia pediatra e nem nesta quinta-feira. “Crianças vomitando, passando mal, médicos faltando”.
O vereador questiona. “Gente, se vai criar ‘Oscip’ e ‘OS’ para os médicos alguma coisa tem que ser feita, a Justiça tem que ver, as pessoas estão passando mal, tem pessoas morrendo. Até quando vamos esperar para resolver esse caso? Pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus!”, repetia transtornado.
Questionado pela reportagem d’O Imparcial, sobre a falta de médicos e superlotação, Dr. César explicou que na noite de terça-feira houve uma falta surpreendente de um dos médicos, Dr. Fabrício, que não costumava fazer isso e que nesta quinta ocorreu uma dificuldade de manejo, pois o grande problema que tem se passado durante o dia, de semana é que é muito difícil conseguir angariar que os colegas venham trabalhar. “O que aconteceu nesta quinta foi que o Dr. Fabrício, que segura ‘isso’ no dia a dia, acabou faltando para minha surpresa. Eu estava na UPA e desci para o Samu, pois o Dr. Hildon só assumiria depois das 16 horas. Eu estava lá com mais um médico quando recebi uma ligação do secretário dizendo que a UPA estava conturbada. Assim, do Samu fui para a UPA Central e totalizamos três médicos, já na da Vila Xavier ficamos sem nenhum”, conta explicando que o grande problema são os horários de pico, que são os horários ‘comerciais’.

Atendimento direcionado
Dr. César pediu para uma médica para que trabalhasse no Samu à noite, mas a mesma disse que só iria se trabalhasse em três, pois se fosse para trabalhar sozinha ela não iria. E que assim fica difícil colocar os profissionais para trabalhar. Mas nem todo médico se recusa, pois um outro médico que estava lá e que trabalha o dia inteiro disse que se dissesse que iria trabalhar só se fosse em três: não trabalharia.
Quanto ao fato se conseguiriam ‘esvaziar’ a UPA nesta última quinta-feira, Dr. César, diz que este é um termo que não gosta, mas que, infelizmente, é isso que acaba fazendo quase que diariamente. “A gente tem que atender o paciente de uma maneira direcionada, se o paciente aparece com uma dor de garganta, por exemplo, a dor de garganta o que ela é: ‘você olhou, viu, antibiótico, receita e pra casa’, e uma cólica renal ninguém quer muita conversa. É nesse sentido. A gente tem que se empenhar para fazer o bem ao maior número de pessoas e também o mesmo bem ao menor número de pessoas, que às vezes, exige mais tempo.
Dr. César citou Dr. Vilmar, adjetivando-o de lutador, que no momento estava trabalhando na observação e tentando encaminhar pacientes para a Santa Casa. “A população não tem noção do que o poder público tem feito para conseguir médicos, para lutar por esses médicos de todas as formas, atitudes já foram tomadas e a gente realmente fica ‘patinando’, a que se considerar alguma forma alternativa de se trazer médicos, sentar, então sentar novamente numa mesa para dialogar, como já foi feito em outras épocas para que todos entendam que a população está sofrendo e eu, infelizmente, peço desculpas para população, no sentido de que não tenho muito tempo, às vezes, para me manifestar em redes sociais como me cobram e nem tenho tempo para fazer auto promoção. O que eu acho é que as pessoas que querem ajudar de fato, tem que aparecer um pouquinho menos e colocar a mão na massa. É isso que peço olhando nos olhos da população”.
Dr. César Esteves também avisa a população que a Rede Básica também atende casos de menor gravidade e que seria importante que procurassem a mesma, pois as UPAS estão muito sobrecarregadas.

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