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Games e Bullying não devem ser tratados como motivo principal de massacre

Segundo psicóloga, contexto social dos criminosos também deve ser levado em conta

Games e Bullying não devem ser tratados como motivo principal de massacre

Adriel Manente

O Brasil inteiro ficou chocado com o assassinato dos jovens na escola “Raul Brasil”, em Suzano. Todos se perguntam qual foi a motivação do crime. Bullyng e jogos de videogame de violência foram hipóteses levantadas, por causa da roupa de um dos assassinos, idêntica a de um personagem de um jogo chamado “Free Fire”.

Recentemente, uma jovem de 15 anos ameaçou fazer um massacre, igual ao de Suzano, em Araraquara. Porém, pode não ter sido nenhum desses fatos o que acarretou a tragédia.
Segundo a psicóloga Alessandra Munhoz Lazdan, todos esses fatos juntos podem ter sim contribuído para o ataque, porém se trata de uma questão mais ampla. “Tem que se analisar todo um contexto social desses jovens que praticaram os crimes. A violência de jogos pode ter contribuído, mas de certo não é o fator principal”, explica a especialista, que diz que esses traços de psicopatia podem até serem traços genéticos. “A psicopatia nada mais é do que a ausência de empatia. As pessoas que têm esse traço de personalidade possuem a tendência de um comportamento mais agressivo por fatores externos que potencializam essa atividade”, esclareceu.

De acordo com a especialista, é algo extremamente complexo esse tipo de comportamento, pois tem de se levar em consideração vários minuciosos fatores, como por exemplo, traumas de infância, negligência dos pais na criação dos filhos e etc.

Quanto à família das vítimas e os próprios amigos de escola dos estudantes mortos, a assistência psicológica deve ser no sentido de amenizar o luto. “É um processo demorado, mas aos poucos, essas famílias terão de voltar ao ritmo normal. O mais difícil nesses casos é desassociar o crime à escola”, comenta.
Por fim, ela conclui que, o contexto social deve sim ser levado em conta, o que não é, de forma alguma, tirar a responsabilidade dos criminosos. Para Alessandra, os esforços agora devem ser concentrados nos outros jovens e nas famílias das vítimas, pois, esses sim, precisam de apoio psicológico para superar o momento.

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