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Fora Temer

José A.C. Silva Manifestantes ocuparam a frente da Prefeitura na manhã dessa quarta-feira (15) e no final da tarde houve concentração na Praça de Santa Cruz de onde saíram em passeata pelas ruas centrais em protesto contra a reforma da Previdência. O ato contou com um grande número de funcionários dos Correios, além de integrantes […]

Ato contra a reforma da Previdência leva cerca de mil pessoas para as ruas de Araraquara

José A.C. Silva

Manifestantes ocuparam a frente da Prefeitura na manhã dessa quarta-feira (15) e no final da tarde houve concentração na Praça de Santa Cruz de onde saíram em passeata pelas ruas centrais em protesto contra a reforma da Previdência. O ato contou com um grande número de funcionários dos Correios, além de integrantes de diversos movimentos sociais, sindicais e trabalhadores que criticaram as medidas propostas pelo governo federal.

Vários carros de som foram usados para divulgar o protestopedindo a saída do presidente Temer, que também mobilizou professores da rede pública e estadual. Os líderes sindicais distribuíram folhetos explicativos:

Correios
“Nós, [os carteiros] não aguentamos mais os atrasos provocados pelos Correios, também somos vítimas do descaso do governo. Nos últimos anos existe uma tendência de piora no serviço postal para justificar uma privatização”, dizia o panfleto.

SINSPREV
“A PEC 287, que traz a proposta da reforma da Previdência de Michel Temer, tramita no Congresso Nacional em velocidade recorde e o governo espera votá-la em algumas semanas. Temer, que se aposentou com 55 anos de idade e ganha R$ 30 mil de aposentadoria, quer que os trabalhadores do país trabalhem até morrer”.

SISMAR
“A população não vai conseguir se aposentar, vai morrer trabalhando, precisando contribuir 49 anos com a Previdência, estabelecendo também a idade mínima de 60 anos para homens e 55 para mulheres. Não estamos aqui em frente à Prefeitura defendendo este ou aquele partido, mas sim o trabalhador de uma forma geral”, disse Zamboni.

Lula aproveitou o clima
Ex-­presidente Lula subiu no carro de som e discursou na avenida Paulista diante de cerca de 200 mil manifestantes no início da noite de ontem. Os manifestantes gritavam “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Segundo Luiz Dulci, dirigente do Instituto Lula, o ex-­presidente resistiu a ir à manifestação por acreditar ser um ato de centrais.

Mas ao saber da presença de representantes de outros partidos, resolveu comparecer. Lula começou o discurso cumprimentando os professores. “Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado nesse país não foi apenas contra a Dilma, contra os partidos de esquerda, foi para colocar um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas da classe trabalhadora ao longo de anos, com a reforma trabalhista e da Previdência”, afirmou.

Ele diz que, “embora o governo seja fraco, não tenha legitimidade, conseguiu criar uma força no Congresso Nacional que praticamente nenhum presidente conseguiu”.

Temer ignorou
No mesmo dia em que as principais capitas do país tiveram protestos e greves contra a reforma previdenciária, o presidente Michel Temer afirmou que a sociedade brasileira tem compreendido a necessidade de apoiar as medidas econômicas do atual governo. Em discurso a uma plateia de empresários e servidores, o peemedebista ignorou as manifestações pelo país e disse que a administração federal está apontando um caminho para “salvar a Previdência Social do colapso” e para evitar cortes maiores no futuro, como ocorridos em Portugal e na Grécia. “A sociedade brasileira, pouco a pouco, vai entendendo que é preciso dar apoio a este caminho para colocar o país nos trilhos”, disse.

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