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Finados – histórias e flores

A data tradicional desde o ano de 998, movimenta o comércio de flores Suze Timpani Hoje se comemora uma das datas mais movimentadas e tradicionais para as floriculturas brasileiras. A relevância do Dia de Finados, que é celebrado nesta sexta-feira (2), para o segmento só perde em volume de vendas para o Dia das Mães, Dia […]

Finados – histórias e flores

A data tradicional desde o ano de 998, movimenta o comércio de flores

Suze Timpani

Hoje se comemora uma das datas mais movimentadas e tradicionais para as floriculturas brasileiras. A relevância do Dia de Finados, que é celebrado nesta sexta-feira (2), para o segmento só perde em volume de vendas para o Dia das Mães, Dia dos Namorados e para o Dia Internacional da Mulher.
Em Araraquara, o movimento em frente ao Cemitério São Bento, não é animador, segundo os floristas.

Floristas não estão otimistas com as vendas do Dia de Finados

 

Cleide Antunes Osias, de 75 anos, que monta sua barraca para vender flores nessa época em frente ao cemitério há 30 anos, diz que fez poucas compras este ano, por medo das perdas, pois já houve ano que ela e seus amigos que vendem flores, velas e água, na porta do cemitério, tiveram uma sobra muito grande de material. “Cheguei até a chorar de desgosto”, reclamou Cleide. Ela diz ainda que no ano de 2017 as vendas estavam melhores.

João Henrique e o filho, que faz parte da quarta geração de floristas

João Henrique, de 44 anos, já é da quarta geração de floristas que possuem uma barraca fixa todos os finais de semana no portão de entrada do Cemitério São Bento, há 50 anos.
Segundo João, as vendas vêm enfraquecendo devido ao fato dos jovens não mais visitarem o cemitério. “A cada ano diminui mais, parece que as pessoas estão esquecendo rápido demais de seus entes”, disse. Para ele, o fato de estar sempre por ali, lhe conferiu uma clientela fixa, que já se acostumou a comprar em sua barraca.

De onde vem o dia de Finados

Acredita-se que a tradição do Dia de Finados tenha surgido a partir dos Celtas, povos que acreditavam na vida após a morte e separavam uma data anual para homenagear e evocar os mortos. Assim, da mesma forma que faziam certas sociedades da antiguidade, os cristãos passaram a rezar pelas almas dos falecidos.
De fato, o grande responsável pela popularização do costume de orar pelos entes que já se foram foi o monge beneditino Odilo de Cluny, o qual determinou no ano de 998 que todos os membros de sua abadia fizessem preces por essas pessoas. Nascida na França, a tradição acabou se propagando por toda a Europa, até que o Dia de Finados foi oficializado durante o século XI, por meio dos papas Silvestre II, João XVIII e Leão IX. Já a data (dia 2 de novembro) foi estabelecida mais tarde, no século XIII.

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