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Extermínio de pombos urbanos em Araraquara

No último domingo a cena de pombos agonizando por envenenamento causou questionamento sobre o controle correto de pragas urbanas

Segundo informações, o pombo doméstico urbano é oriundo de espécies europeias e chegou ao Brasil no século XVI, trazido por imigrantes. Sem o controle populacional desta ave que se adaptou muito bem às cidades brasileiras, hoje, ela se tornou uma praga urbana, capaz de transmitir doenças, que podem até ser fatais ao ser humano. Esses animais têm como abrigos locais altos, como forros de telhados de casas e edifícios, torres de igrejas etc. Nas cidades, os pombos se alimentam de insetos, alguns frutos e, principalmente, de restos de comida, encontrados nas ruas, ou são alimentados, como pode ser observado com frequência em praças. Apesar da boa intenção dessas pessoas, além de atrapalharem o ciclo natural de alimentação das aves, elas acabam contribuindo para o desequilíbrio de reprodução e para o aumento da população da espécie. O que nem todos sabem é que as fezes dos pombos domésticos podem ser transmissoras de diversas doenças graves ao ser humano. A forma mais comum de ser contaminado, nestes casos, é através das vias respiratórias, com a inalação das fezes secas. Outra maneira é por meio dos piolhos, comumente encontrados nestas aves.
As principais doenças transmitidas pelos dejetos dos pombos são a Criptococose, Histoplasmose, Ornitose, Salmonelose, Dermatites e Alergias em geral.
Hoje, existem várias maneiras de controlar a população desta espécie, sem afetar o meio ambiente. Além das atitudes domésticas, empresas oferecem serviços completos de limpeza e controle de pombos. Algumas atitudes para evitar o aumento dos pombos e deixá-los longe da sua casa ou do local onde trabalha é a conscientização da sociedade sobre o perigo que as fezes contaminadas podem causar; evitar alimentá-los; manter sacos e latões de lixo sempre bem amarrados e tampados; recolher com frequência os restos da alimentação de animais domésticos, como cães e gatos; atentar-se para o destino correto de resíduos orgânicos; limpar e desinfetar os lugares em que os pombos costumam frequentar e se abrigar. Para o manejo é necessário utilizar máscara e luvas, isolar ou vedar com telas ou alvenaria os locais que permitem o abrigo desses animais, como os forros.
Um método caseiro usado para afugentar pombos sem matar é espantar as aves e pulverizar o local pelo menos por duas vezes no intervalo de quinze dias com aguarrás composto por hidrocarbonetos alifáticos à venda em supermercados como removedor de cera para pisos.

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