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Estudo indica que quase metade das árvores do Centro estão de regular a morta

Todo ano a cena é parecida: venta e as árvores caem. E a causa disso pode estar ligada ao resultado da primeira etapa de um estudo inédito em Araraquara. Ele mostra que 44% das árvores espalhadas por bairros como Santa Angelina, São Geraldo, Carmo e Centro estão em situação regular, ruim ou até morta. Além disso, quase metade estão sem poda e quando o corte é feito muitas vezes ele é pesado ou drástico. A análise integra o inventário da arborização na região central que começou em março e terminou no fim de novembro.
Idealizado e articulado pelo vereador e presidente da Câmara, Elias Chediek (PMDB), o estudo é desenvolvido por meio de um convênio de quase R$ 50 mil entre a Prefeitura e a Universidade de Araraquara (Uniara). Até o momento, os alunos de Biologia encontraram 3.760 árvores. Eles classificam e identificam a espécie, altura e diâmetro. Com base na fitossanidade – conceito utilizado para classificar a proteção de plantas ao ataque de pragas e doenças que atingem sua saúde – 2.103 árvores ou 55,93% delas estão em situação boa.
Das demais, 1.018 (27,07%) estão regulares, 581 (15,45%) foram avaliadas como ruins e 58 ou 1,54% do total já estão mortas – apesar de continuarem nos locais aumentando o risco de queda.
Do total, 48% estão sem corte. Do restante: 26,7% a poda é leve, 15,9% é pesada e 9% é drástica. Das mais de 3,7 mil árvores, a maior parte é da espécie conhecida popularmente como Alfeneiro com 1.263. Em seguida, mais de 630 Oiti, quase 550 Reseda, além de Quaresmeiras, Murta, Falso-Chorão, entre outras.
O inventário da arborização da cidade foi divido em setores. Nesta primeira etapa envolveu vias públicas como as Avenidas Brasil, Bandeirantes, Barroso, Cristóvão Colombo, Feijó, Espanha, e Ruas Padre Duarte (Quatro), Carlos Gomes (Seis), Expedicionários do Brasil (Oito), Humaita (Nove), Castro Alves (14), e mais outros corredores. No segundo, que já se iniciou e deve terminar em Abril, serão avaliadas as árvores em bairros como o Quitandinha, Carmo, Campos Ville, Santa Lúcia e São José. Ao todo, devem ser analisadas cerca de oito mil árvores.
“O levantamento é censitário, ou seja, árvore por árvore, para poder analisar quais são as espécies, como elas estão, e se precisam de manutenção”, diz Flávia enfatizando a importância de um projeto de extensão levando para a rua o conhecimento adquirido dentro da Universidade. Para Chediek, que trabalhava desde 2013 com a criação e viabilidade financeira para o convênio, o estudo permitirá que o Poder Público seja mais ágil para identificar as árvores que necessitam ser recuperadas.

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