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Escola realiza projeto pedagógico para alunos sobre o combate à dengue

A ‘E.E. Narciso da Silva César’ recebeu, nessa sexta-feira (15), ação para conscientização dos alunos quanto ao combate e prevenção da doença

Escola realiza projeto pedagógico para alunos sobre o combate à dengue

Adriel Manente

A Escola Estadual Narciso da Silva César, localizada no bairro do Santana, foi palco na tarde dessa sexta-feira (15), de um projeto pedagógico com o tema: Combate à dengue. A ação, que ocorre na escola desde 2015, tem o objetivo de conscientizar os alunos, 301 no total, sobre a prevenção e o combate ao Aedes Aegypti. As crianças aprendem ainda a criar um repelente caseiro do mosquito.

Com o aval da Diretoria de Ensino da região de Araraquara – que atende Araraquara e outras nove cidades: Rincão, Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Trabijú, Matão, Motuca, Gavião Peixoto, Nova Europa e Santa Lúcia, através de seu Diretor Regional, Marcelo Aparecido Rosseto, a escola, uma das 59 atendidas em Araraquara, tem feito um trabalho exemplar com relação aos projetos pedagógicos, e os resultados são nítidos. “As crianças são um fator multiplicador. É levar de dentro da escola para fora. O que eles fazem aqui, eles têm praticado em casa. Isso é essencial”, cita o diretor que comenta também sobre o apoio da prefeitura nesse projeto. “A prefeitura tem sido parceira nossa, sempre trazendo agentes da vigilância para palestrar para as crianças, é muito importante, principalmente nesse momento de surto que vivemos”, diz Marcelo, que relata que esse projeto também é orientado a ser feito em todas as escolas sob jurisprudência da diretoria.

Segundo a diretora da escola, Luci de Fátima Montezuma, o projeto engloba todos os professores e, além da prevenção, trabalha a questão da sustentabilidade. “O projeto muda a cultura das crianças, tanto técnica como conceitualmente, eles mudam hábitos e notamos que é um trabalho permanente, onde eles levam um legado para a vida toda”, comenta.

Sobre o projeto
As salas, laboratórios e espaços físicos da escola foram usados para a divulgação e explicação de diversos assuntos relacionados à doença. Enquanto a sala de leitura tratava de passar um vídeo sobre a prevenção e também contava com uma palestra sobre Dengue com um membro da vigilância epidemiológica da Prefeitura, outro laboratório, simultaneamente, ensinava a criar um repente natural contra o mosquito.

Além disso, outros membros do projeto mostravam os criadouros do Aedes Aegypti e maquetes. Tinha também uma sala com textos e verbetes criados pelos alunos e, por fim, um projeto especial de samba com uma letra adaptada, ensaiada pelas crianças, incentivando o combate à dengue.

De acordo com a professora Cláudia Machado Tinoco, essas práticas experimentais são fundamentais para os pequenos. “Eles têm uma maior capacidade de absorção de conteúdo, portanto, o que falamos fica gravado mais facilmente”, diz.

Para o professor Fábio Carvalho Rodrigues, que comanda a roda de samba, o fato de trabalhar as quatro vertentes da arte na apresentação, faz com que as crianças também desenvolvam culturalmente. “Trabalhamos música, dança, teatro e artes visuais. É uma linguagem diferenciada. Como a consciência dos alunos é maior do que os adultos, tudo isso que o projeto mostra vai fazer valia para a vida deles”, relata.

O que as crianças acham?

Para a aluna Luana Neri de Oliveira, de 10 anos, o projeto é eficaz. “Além de combatermos a dengue, a gente aprende também a fazer a prevenção na nossa casa. Vendo os vasinhos de plantas, água dos cachorros, etc. É muito legal”, revela entusiasmada a aluna do 5º ano.
Já para João Pedro Santana de Souza, de 9 anos, a conscientização é o principal ponto. “A gente aprende que não se pode tacar lixo nas ruas, pois acaba virando criadouro. E que a gente deve sempre fazer a nossa parte”, conclui João.

Veja mais fotos do projeto:

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