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Dívida ‘herdada’ deixa paciente sem ar

Cilindros de oxigênio nas residências de pacientes estão sendo substituídos pela prefeitura, por outro aparelho

Dívida ‘herdada’ deixa paciente sem ar

Da redação

Um desabafo que Isabel Leonardi fez nas redes sociais levantou um tema até então desconhecido da população. Os cilindros de oxigênio nas residências.
Isabel relata que estaria indignada com o corte no fornecimento dos cilindros de CO², que sua mãe que sofre de Fribrose Pulmonar, usa há 9 anos e necessita dele por 12 horas diárias.
Em entrevista ao O Imparcial, Isabel afirma que a Secretaria de Saúde disse que ficava muito caro fornecer os cilindros, por isso fez a troca por um concentrador de oxigênio elétrico. O problema é que na entrega já avisaram que a conta de energia poderia subir substancialmente. E para obter um desconto a doente terá que ir novamente ao médico, solicitar um laudo, onde informa que ela realmente necessita de oxigênio, para então fazer o cadastro no Cadúnico e se dirigir a CPFL para pedir uma tarifa social diferenciada. Ela foi informada que caso não consiga com a companhia elétrica terá que procurar a justiça.
“Uma burocracia absurda”, finalizou Isabel.

Dívida herdada
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a substituição do fornecimento do cilindro de oxigênio por concentrador se deu após uma avaliação técnica da equipe da Coordenadoria de Saúde Especializada. De acordo com profissionais da área, trata-se de um sistema mais moderno, mais seguro para o paciente e também de combate ao desperdício. De acordo com a equipe técnica, existem ocorrências em outros municípios, de queda e até de explosão dos cilindros.

Além disso, devido a uma dívida herdada da administração anterior, que está sendo paga de forma parcelada, havia riscos – por pressão da empresa para receber o mais rápido possível o passivo – de descontinuidade na prestação do serviço, por isso, a necessidade de abertura de nova licitação.

Sobre a questão do consumo de energia, devido ao novo sistema, os pacientes inscritos no CadÚnico, foram orientados a procurar a CPFL já que os mesmos têm direito a uma tarifa social diferenciada.

Vale ressaltar que equipes do programa estão fazendo visitas domiciliares aos pacientes que utilizam o oxigênio e avaliando caso a caso. Não havendo adaptação ao novo sistema, a Secretaria, após análise, retornará ao sistema anterior. A Secretaria informou também que faria ainda ontem (23) a visita à mãe da senhora Isabel Leonardi

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